domingo, 10 de fevereiro de 2013

Numerização e Alfabetização



Quando a criança está aprendendo sobre a numerização, o professor deve aproveitar e fazer a alfabetização das crianças, pois através dos números elas aprenderão a ler e escrever.
As crianças quando estão aprendendo sobre os números fazem associações quando aprendem os algarismos, quantidades e operações tendo que lê-los e escrevê-los.
Ex: Na sequência numérica
Quando a criança está aprendendo os números de 1 a 5, o professor pode escrever estes números por extenso invés de apenas escrever os algarismos de 1 a 5, desta maneira  as crianças conseguirão fazer associações com os  números e as letras.
O professor deve saber que para se obter o sucesso da alfabetização com as crianças vai depender da cultura em que cada criança vive, pois o docente sabe que as mesmas sabem falar e reconhecer vários produtos que são utilizados no seu cotidiano.
Se mostrarmos uma lata de Nescau para uma criança que está em processo de alfabetização ela não vai saber ler o que está escrito na embalagem, mas ela sabe que é o Nescau que a mamãe usa para fazer o seu chocolate com leite pela manhã ou o bolo. O professor deve sempre aproveitar o conhecimento prévio das crianças. É claro que se o aluno convive com pais que são leitores ativos, que contam histórias para seus filhos e que sempre estão discutindo sobre determinado assunto, esta criança vai ter mais afinidade com tudo o que aprendem tanto sobre os números como com as letras.
Portanto o docente deve ensinar o seu aluno a ler, escrever e entender o que está sendo lido e escrito para que futuramente não seja analfabeto funcional.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

TRAJETÓRIAS HIPOTÉTICAS DE APRENDIZAGEM PARA O QUINTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS



No quinto ano, espera-se que os alunos já tenham conhecimentos sobre as escritas numéricas, observem suas regularidades façam comparação, ordenação de números naturais até a ordem dos milhares, contam em escalas ascendentes e descendentes: a partir de qualquer número dado. Esses conhecimentos precisam ser consolidados e ampliados para que ele possa ter estratégias de compreensão de escritas de números de qualquer ordem de grandeza. Para usar esses conhecimentos, é necessário que você faça um levantamento do que os alunos já sabem sobre os números, solicitando que digam em quais situações os números aparecem no dia-a-dia, listando na lousa os itens que vão surgindo.
É importante que os alunos saibam que os números naturais são utilizados em diferentes situações e desempenham diferentes funções: cardinal (para identificar idade, o preço de algum produto, a quantidade de alunos em uma sala de aula, etc), ordinal (a colocação de um time no campeonato,…)., a função de um código (nº de telefone, placa e carro…). e também de medidas (quantos metros, qual a altura, qual o peso, qual temperatura quantas horas,...).
Ainda neste ano, espera-se que os alunos já tenham contato com diferentes significados das operações do campo aditivo nas resoluções de problemas, analisando e selecionando dados, fazendo uso de estimativas; cálculos aproximados; calculadora e formulem problemas. No entanto ainda é preciso fazer uma retomada desses significados, começando por situações em que os alunos sejam capazes de compreender os significados da adição e subtração.
No quinto ano espera-se que os alunos mostrem-se capazes de fazer contas de cabeça e avaliar se o resultado de uma operação ou a solução de um problema está correto ou não. Eles também já devem ser capazes de observar as estratégias que podem ser usadas e escolher as mais interessantes.
Nesse sentido é importante propor atividades em que os alunos façam uso de estimativas. O objetivo do cálculo nos anos iniciais do ensino fundamental é fazer com que os alunos saibam selecionar procedimentos adequados diante de situações-problema encontrados, tanto com relação aos números quanto as operações neles encontrados.
Além dos números naturais e das operações realizadas com eles, no quinto ano os alunos continuam seu processo de aproximação com os números racionais, representados na forma decimal e na forma fracionária. Em função do uso social, os alunos em geral têm conhecimentos prévios sobre os números racionais, especialmente na forma decimal. Eles já conhecem o sistema monetário nacional, as quantidades de medidas de uma receita culinária, a porcentagem que sempre aparece em anúncios, notícias de jornal e revistas e também as escritas das unidades de medidas de: comprimento, massa, capacidade, superfície e de tempo. Espera-se que já tenha tido oportunidade de observar que em dadas situações, os números naturais não dão conta de resolvê-las e para isso precisamos dos números racionais. No quinto ano você vai, a partir de um levantamento sobre o conhecimento dos alunos, explorar esses números, associando-os a situações do dia-a-dia para que os alunos atribuam os diferentes significados.
Para tanto devem ser propostas atividades de exploração de textos onde apareçam os números racionais nas suas diversas representações de leitura e escrita; experimentos com unidades de medidas em que sintam a necessidades de fracioná-las e situações problema com os racionais nos seus diferentes significados. No trabalho com números racionais os alunos tendem a transpor os conhecimentos sobre os números inteiros, para esse outro universo numérico, o que nem sempre será adequado, mas poderá ser trabalhado com sequências didáticas desafiadoras. Também no trabalho com racionais as operações com representações decimais serão exploradas, trabalhando-se com situações problemas do campo aditivo, num primeiro momento, contemplando-se vários significados da adição e da subtração.
Simultaneamente ao trabalho com números e operações, os alunos devem ser estimulados a desenvolver seu pensamento geométrico, dando continuidade ao que se espera tenha sido feito nos anos anteriores. Estudos mostram que as crianças constroem as sua primeiras noções espaciais, por meio dos sentidos e movimentos, esse espaço percebido pelas crianças é que permite uma construção do espaço representativo, sendo assim, os alunos devem continuar ampliando seus conhecimentos em relação às formas, a localização de objetos e pessoas no espaço. O papel do professor do quinto ano é fazer com que seus alunos avancem nesse conhecimento do espaço perceptivo para o representativo, para melhor interagir e entender o espaço em que vivem.
O trabalho com números, espaço e forma é complementado pela exploração das grandezas e medidas, em que os alunos aprendem a estabelecer comparação e a realizar medição entre as grandezas diversas. Certamente, os alunos do 5º ano já têm algumas ideias sobre o assunto e você deve oferecer a eles atividades para que possam organizar seus conhecimentos na resolução de problemas do cotidiano com relação às grandezas e às medidas de comprimento, massa, capacidade e sistema monetário nacional.
Integram o rol de atividades para aprendizagem matemática de seus alunos, as atividades que envolvem a compreensão de noções estatísticas, para que eles possam: interpretar, analisar e relacionar criticamente os dados e informações que lhe são apresentados. Assim, no quinto ano, você vai propor atividades que envolvam a leitura e a construção de tabelas e gráficos e organizando dados de modo que seja fácil a sua comunicação.
PROCEDIMENTOS IMPORTANTES PARA O PROFESSOR:
§ Analisar as propostas de atividades sugeridas nas sequências e planejar seu desenvolvimento na semana, prevendo 9 horas aulas de Matemática na semana.
§ Analisar as propostas do(s) livro(s) didático(s) escolhidos e selecionar as atividades que completem seu trabalho com as crianças.
§ Ler os textos dos livros com elas e orientar o desenvolvimento das atividades
§ Preparar lições de casa simples e interessantes.

 APRENDIZAGEM QUE SE PRETENDE ALCANÇAR: NÚMEROS E OPERAÇÕES
NÚMEROS NATURAIS

1- Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitura e escrita, comparação, ordenação de números naturais de qualquer ordem de grandeza.

NÚMEROS RACIONAIS

1- Reconhecer números racionais no contexto diário, fazendo a leitura dos números frequentes, na representação fracionária e na representação decimal .

ESPAÇO E FORMA

1- 1- Descrever, interpretar e representar a posição ou a movimentação de uma pessoa ou objeto no espaço e construir itinerários.

GRANDEZAS E MEDIDAS

1- 1- Resolver situações problema que envolvam o cálculo de distâncias.

Utilizar o sistema monetário brasileiro em situações-problema.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

1- 1- Resolver problemas com dados apresentados de maneira organizada por meio de tabelas simples de dupla entrada





Fonte: PROJETO EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

domingo, 4 de novembro de 2012

Os jogos como ferramenta para estimular o raciocínio lógico das crianças



     A matemática pode ser bem mais prazerosa com a aplicação de atividades lúdicas, como jogos, brincadeiras, problemas aplicados no cotidiano, problemas de desafio, histórias, calculadoras, entre outros. Para os alunos com maiores dificuldades no aprendizado matemático, o lúdico propicia uma situação favorável ao interesse pela matemática e, conseqüentemente, sua aprendizagem.  É necessário  propor atividades que despertem o interesse do aluno pela Matemática para que as aulas sejam muito mais aproveitadas, tanto pelos alunos como pelos professores.
    Valorizar o desempenho individual dos alunos, a fim de estimular a criatividade, autoconfiança e valorização de todos, indistintamente.

     Os jogos podem ser utilizados para introduzir, amadurecer conteúdos e preparar o estudante para aprofundar os itens já trabalhados. Devem ser escolhidos e preparados com cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos matemáticos de importância.

Dicas:

Ensinar Matemática através de desafios;
Motivar o interesse e a curiosidade;
Ampliar o raciocínio lógico;
Desenvolver a criatividade;
Propor idéias criativas;
Aumentar a atenção e a concentração;
Desenvolver antecipação e estratégia;
Trabalhar a ansiedade;
Praticar as habilidades;
Estimular a discussão e o uso de estratégias matemáticas;

Uma maneira de estimular o raciocínio lógico das crianças e muito bem aceito por elas e também de excelentes resultados são os jogos.
Os jogos que podemos trabalhar em sala de aula devem ter regras, esses são classificados em três tipos:
1. Jogos estratégicos, onde são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com eles, os alunos leem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo final, utilizando estratégias para isso. O fator sorte não interfere no resultado.

2. Jogos de treinamento, os quais são utilizados quando o professor percebe que alguns alunos precisam de reforço num determinado conteúdo e quer substituir as cansativas listas de exercícios. Neles, quase sempre o fator sorte exerce um papel preponderante e interfere nos resultados finais, o que pode frustrar as ideias anteriormente colocadas.

3. Jogos geométricos, que têm como objetivo desenvolver a habilidade de observação e o pensamento lógico. Com eles conseguimos trabalhar figuras geométricas, semelhança de figuras, ângulos e polígonos. Os jogos com regras são importantes para o desenvolvimento do pensamento lógico, pois a aplicação sistemática das mesmas encaminha a deduções. São mais adequados para o desenvolvimento de habilidades de pensamento do que para o trabalho com algum conteúdo específico. As regras e os procedimentos devem ser apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e possibilidades de ação de cada jogador. A responsabilidade de cumprir normas e zelar pelo seu cumprimento encoraja o desenvolvimento da iniciativa, da mente alerta e da confiança em dizer honestamente o que pensa. Os jogos estão em correspondência direta com o pensamento matemático.
Em ambos temos regras, instruções, operações, definições, deduções, desenvolvimento, utilização de normas e novos conhecimentos (resultados).

O trabalho com jogos matemáticos em sala de aula nos traz alguns benefícios:



Ø  conseguimos detectar os alunos que estão com dificuldades reais 
Ø  o aluno demonstra para seus colegas e professores se o assunto foi bem assimilado Ø  existe uma competição entre os jogadores e os adversários, pois almejam vencer e para isso aperfeiçoam-se e ultrapassam seus limites
Ø  durante o desenrolar de um jogo, observamos que o aluno se torna mais crítico, alerta e confiante, expressando o que pensa, elaborando perguntas e tirando conclusões sem necessidade da interferência ou aprovação do professor
Ø  não existe o medo de errar, pois o erro é considerado um degrau necessário para se chegar a uma resposta correta
Ø  o aluno se empolga com o clima de uma aula diferente, o que faz com que aprenda sem perceber.
Mas devemos, também, ter alguns cuidados ao escolher os jogos a serem aplicados:
Ø  não tornar o jogo algo obrigatório
Ø  escolher jogos em que o fator sorte não interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que descobrir as melhores estratégias
Ø  utilizar atividades que envolvam dois ou mais alunos, para oportunizar a interação social
Ø  estabelecer regras, que podem ou não ser modificadas no decorrer de uma rodada
Ø  trabalhar a frustração pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la
Ø  estudar o jogo antes de aplicá-lo (o que só é possível, jogando).

 Fonte: www.pr.senai.br

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uso da matemática no dia a dia



No cotidiano escolar muitas vezes, nós professores nos deparamos com o seguinte questionamento por parte dos nossos alunos: Para que estudar matemática?
Devemos para tanto, demonstrar para nossos alunos que a matemática é sim utilizada no dia a dia de nossas vidas, e devemos fazer uso estes exemplos para elaborar exercícios que sejam estimulantes, para que nossos alunos se sintam motivados a aprender matemática.
 
Segue então alguns exemplos de momentos em que fazemos uso da matemática durante a nossa rotina e muitas vezes nem nos damos conta...

Fazendo compras no Supermercado:
 
 1.    Somar o quanto iremos gastar;
2.    Calcular o quanto iremos comprar de cada produto;
3.    Pesar para saber o quanto vai custar;
4.    Calcular o troco;
5.    Comparar preços;
6.    Calcular possíveis descontos.

Na rotina de casa:

1.    Fazer uma receita, quanto de cada item deve ser colocado, em unidades, peso e etc.;
2.    Administração dos horários para a realização de tarefas;
3.    Verificar o estoque de produtos ou de alimentos;
4.    Administração das contas do mês;
5.    Administração do salário;

Para se locomover:

1.    Calculo de quanto se deve colocar de gasolina de acordo com o percurso realizado e valor do combustível;
2.    Valor da condução de um transporte publico, quanto paguei e o quanto devo receber de troco;
3.    Calcular valores de pedágio;
4.    Quanto tempo se gasta de um lugar ao outro;
5.    Calcular possíveis gastos extras de uma viagem.

Durante a prática ou apreciação de um esporte:

1.    Numero de jogadores;
2.    Tempo de duração do jogo;
3.    Calculo de probabilidades;
4.    Verificar a classificação em um campeonato;
5.    Cálculo de pontuações;
6.    Estratégias e táticas de jogo;
7.    Elaboração do quadro de confrontos;
8.    Cálculos geométricos.

No trabalho:

1.    Cálculo do pagamento da previdência;
2.    Possíveis descontos no salário;
3.    Cálculo das férias;
4.    Calcular o valor do décimo terceiro;
5.    Porcentagem do desconto do vale transporte;
6.    Calculo de horas extras;
7.    Valor final do salário.

Enfim, são inúmeros os exemplos em que utilizamos a matemática em nosso cotidiano, e uso estes exemplos é uma excelente forma de aproximar a matemática da realidade dos nossos alunos, fazer a associação do uso da matemática com atividades realizadas diariamente traz um prazer perdido durante as aulas de matemática, que por muitas vezes tornam-se conteúdistas e cansativas.
Além de que estimular o raciocínio lógico ajuda a nos desenvolvermos não só nesta disciplina, a matemática, mas é algo que estimula a aprendermos diversas áreas do conhecimento.

Bibliografia de Imagens:

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bebe.abril.com.br/canais/abitrigo/imagens/quatro-maos/bolo-de-amendoas-04.jpg&imgrefurl=http://bebe.abril.com.br/canais/abitrigo/quatro-maos/bolodeamendoas.php%3Fpag%3D3usg=__WW_7fNOhCbgMnnh3PLoW5tDDnas=&h=316&w=428&sz=53&hl=pt-BR&start=10&zoom=1&tbnid=gK1nxbhd1ZOLpM:&tbnh=93&tbnw=126&ei=dQM5UP_nFcrv6wGs14CIDA&prev=/search%3Fq%3Dfazendo%2Bbolo%26um% 3D1%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1366%26bih%3D561%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1   
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.