A matemática pode ser bem mais prazerosa com a aplicação de atividades
lúdicas, como jogos, brincadeiras, problemas aplicados no cotidiano, problemas
de desafio, histórias, calculadoras, entre outros. Para os alunos com maiores
dificuldades no aprendizado matemático, o lúdico propicia uma situação
favorável ao interesse pela matemática e, conseqüentemente, sua aprendizagem. É necessário propor atividades que despertem o interesse
do aluno pela Matemática para que as aulas sejam muito mais aproveitadas, tanto
pelos alunos como pelos professores.
Valorizar o desempenho individual dos
alunos, a fim de estimular a criatividade, autoconfiança e valorização de
todos, indistintamente.
Os jogos podem ser utilizados para introduzir, amadurecer conteúdos e
preparar o estudante para aprofundar os itens já trabalhados. Devem ser
escolhidos e preparados com cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos
matemáticos de importância.
Dicas:
Ensinar Matemática através
de desafios;
Motivar o interesse e a
curiosidade;
Ampliar o raciocínio lógico;
Desenvolver a criatividade;
Propor idéias criativas;
Aumentar a atenção e a
concentração;
Desenvolver antecipação e
estratégia;
Trabalhar a ansiedade;
Praticar as habilidades;
Estimular a discussão e o
uso de estratégias matemáticas;
Uma maneira de estimular o raciocínio
lógico das crianças e muito bem aceito por elas e também de excelentes
resultados são os jogos.
Os jogos que podemos trabalhar em sala de aula devem ter regras, esses
são classificados em três tipos:
1. Jogos estratégicos, onde são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com eles, os alunos leem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo final, utilizando estratégias para isso. O fator sorte não interfere no resultado.
1. Jogos estratégicos, onde são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com eles, os alunos leem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo final, utilizando estratégias para isso. O fator sorte não interfere no resultado.
2. Jogos de treinamento, os quais são utilizados quando o professor percebe que alguns alunos precisam de reforço num determinado conteúdo e quer substituir as cansativas listas de exercícios. Neles, quase sempre o fator sorte exerce um papel preponderante e interfere nos resultados finais, o que pode frustrar as ideias anteriormente colocadas.
3. Jogos geométricos, que têm como objetivo desenvolver a habilidade de observação e o pensamento lógico. Com eles conseguimos trabalhar figuras geométricas, semelhança de figuras, ângulos e polígonos. Os jogos com regras são importantes para o desenvolvimento do pensamento lógico, pois a aplicação sistemática das mesmas encaminha a deduções. São mais adequados para o desenvolvimento de habilidades de pensamento do que para o trabalho com algum conteúdo específico. As regras e os procedimentos devem ser apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e possibilidades de ação de cada jogador. A responsabilidade de cumprir normas e zelar pelo seu cumprimento encoraja o desenvolvimento da iniciativa, da mente alerta e da confiança em dizer honestamente o que pensa. Os jogos estão em correspondência direta com o pensamento matemático.
Em ambos temos regras,
instruções, operações, definições, deduções, desenvolvimento, utilização de
normas e novos conhecimentos (resultados).
O trabalho com jogos matemáticos em sala de aula nos traz alguns benefícios:
Ø conseguimos detectar os alunos que estão com
dificuldades reais
Ø o aluno demonstra para seus colegas e
professores se o assunto foi bem assimilado Ø existe uma competição entre os jogadores e os
adversários, pois almejam vencer e para isso aperfeiçoam-se e ultrapassam seus
limites
Ø durante o desenrolar de um jogo, observamos que o aluno se torna
mais crítico, alerta e confiante, expressando o que pensa, elaborando perguntas
e tirando conclusões sem necessidade da interferência ou aprovação do professor
Ø não existe o medo de errar, pois o erro é
considerado um degrau necessário para se chegar a uma resposta correta
Ø o aluno se empolga com o clima de uma aula
diferente, o que faz com que aprenda sem perceber.
Mas devemos, também,
ter alguns cuidados ao escolher os jogos a serem aplicados:
Ø não tornar o jogo algo obrigatório
Ø escolher jogos em que o fator sorte não
interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que descobrir as melhores
estratégias
Ø utilizar atividades que envolvam dois ou mais
alunos, para oportunizar a interação social
Ø estabelecer regras, que podem ou não ser
modificadas no decorrer de uma rodada
Ø trabalhar a frustração pela derrota na
criança, no sentido de minimizá-la
Ø estudar o jogo antes de aplicá-lo (o que só é
possível, jogando).
Fonte: www.pr.senai.br