Os alunos do segundo ano mostram-se capazes de
identificar, nomear e escrever números com dois ou três e até mais
dígitos. Estes conseguem estabelecer
critérios de comparação entre eles, apoiados na sequência numérica ou observando quantos dígitos compõem sua
escrita. Ainda podem produzir escritas numéricas referenciando-se na numeração falada. Há alunos,
que usam composições e decomposições de
números com dois ou três dígitos.
Ao trabalhar com números familiares (ano do
nascimento, número de irmãos, idade, número da casa, e outros) e números
frequentes (calendário, número da escola, números de emergências – bombeiro,
polícia e outros), podem surgir números com diferentes ordens de grandeza. Isso
não implica em dizer que um aluno que sabe ler o número 2004 saiba ler qualquer
número menor que este. Esse movimento não é linear. Dessa forma, é interessante
proporcionar atividades para a leitura de números, exemplo, Jogo da batalha.
Trabalhe com brincadeiras em que os números estão presentes, como bingos, dominós,
jogo de amarelinhas, caracóis, jogos como os de dados, e trilha. Essas
possibilidades devem ser exploradas ao máximo por você e sua mediação deve ser
contínua durante a execução das atividades.
Para isso, problematize as características e
regularidades do sistema de numeração decimal.
Não esqueça que as rodas de contagem devem ser
atividades rotineiras nos primeiros anos do Ensino
Fundamental.
Você pode propô-las, orientando os alunos, sentados em círculo no chão,
para que iniciem a sequência numérica e, um a um, os colegas deem continuidade
à sequência. Se algum dos alunos errarem, peça a colaboração dos demais ou faça
intervenções para dar continuidade à contagem (o quadro numérico afixado na
sala de aula pode auxiliar os alunos). As contagens podem e devem ir sofrendo modificações:
contagens de 2 em 2, de 5 em 5, de 10 em 10, são alguns exemplos e em escalas ascendentes
(do menor para o maior) e escalas descendentes (do maior para o menor).
Proponha situações em que os alunos devem realizar contagem de objetos em
coleções móveis (como coleções de tampinhas, por exemplo), em que é possível
enfileirar, formar pares, grupinhos etc.
No tocante ao tema Espaço e Forma, os alunos
estabelecem relações espaciais em situações cotidianas, tanto para sua
localização quanto na movimentação para deslocamentos em casa, na escola, no
caminho de casa para a escola. Para esses deslocamentos, são capazes de
utilizar um vocabulário que permite interpretar informações espaciais como: à
direita, à esquerda, à frente, atrás, acima, abaixo.
Proporcione situações específicas para que eles
explorem conhecimentos espaciais e que possibilitem avaliar a adequação dos
termos utilizados.
Considerando as hipóteses dos alunos quanto a
Grandezas e Medidas, estes realizam medições em situações cotidianas por meio
de instrumentos não convencionais, é
importante que você amplie a abordagem dessas situações, permitindo o uso de
estratégias pessoais, ao discutir os
instrumentos convencionais, por meio de resolução de problemas. É necessário proporcionar atividades em que
eles possam perceber que medir é comparar grandezas da mesma de natureza: por
exemplo, um comprimento com outro comprimento.
Eles desenvolvem ainda, habilidades relacionadas ao Tratamento da Informação, tais como: coletar dados, organizá-los em
tabelas simples, fazendo leituras e interpretações das mesmas. Portanto, é necessário
que você proponha situações que estejam
relacionadas ao cotidiano do aluno
explorando esses conhecimentos.
PROCEDIMENTOS IMPORTANTES PARA O PROFESSOR:
Analise as propostas de atividades sugeridas
nas sequências e planeje seu desenvolvimento na rotina semanal.
Analise as propostas do livro didático escolhido
e de outros materiais que você utiliza para consulta. Prepare e selecione as
atividades que complementem seu trabalho com os alunos.
Leia os textos dos livros com os alunos e os
oriente no desenvolvimento das atividades.
Elabore lições simples e interessantes para
casa.
Organize o material produzido pelas crianças
num portfólio ou num caderno, como forma de registrar seu desempenho e seus
avanços.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM QUE SE PRETENDE
ALCANÇAR:
NÚMEROS
E OPERAÇÕES
1- Produzir escritas numéricas de números
frequentes e escrever números em sequência,
identificando regularidades e regras do Sistema de Numeração Decimal.
2- Contar em escalas ascendentes e descendentes
de um em um, de dois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc.
3- Organizar agrupamentos para facilitar a
contagem e a comparação entre coleções.
4- Utilizar a calculadora para produzir e
comparar escritas numéricas.
5- Formular hipóteses sobre a grandeza numérica,
pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na
escrita numérica.
ESPAÇO E FORMA
6- Identificar a movimentação de pessoas ou
objetos no espaço, com base em diferentes pontos de referência e algumas
indicações de direção e sentido.
GRANDEZAS E MEDIDAS
7- Identificar unidades de tempo como dia,
semana e mês e utilizar calendários.
8- Comparar comprimentos por meio de
estratégias pessoais.
9- Conhecer e usar alguns instrumentos de
medida de comprimento.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
1- Ler e interpretar informações apresentadas
em tabelas simples.
PLANO DE ATIVIDADES
SEQUÊNCIA 1 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/ AULA)
Identificar unidades de tempo como dia, mês e
ano utilizar calendários.
Ler e interpretar informações apresentadas em
tabelas simples.
Contar em escalas ascendentes e descendentes de
um em um, de dois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa:
- Você sabe a data de seu aniversário?
- Qual o dia e mês do seu aniversário?
- E em que ano você nasceu?
Em seguida, peça que cada aluno escreva, em uma
folha, com números, o dia, mês e ano de nascimento.
Eles podem ser convidados a fazer desenhos
referentes ao aniversário (bolo, balões de gás etc.).
Neste momento, é necessário observar se todos
os alunos conseguem registram esses dados, auxiliando- os se necessário.
Observação:
Os alunos que não sabem em que dia, mês e/ou
ano nasceram podem obter essa informação na ficha que foi proposta na Sequência
1 da THA1. Tenha o cuidado de possuir
essas informações (que podem ser obtidas junto à secretaria da escola) para
auxílio aos alunos que necessitarem.
Pergunte
aos alunos:
- Se você nasceu no mês de maio, qual número
você vai registrar para indicar esse mês. Por quê?
- E quais os números que devem ser utilizados
para indicar os demais meses?
- Qual o maior número que pode ter sido
registrado para indicar o dia do nascimento? Por quê?
Solicite que alguns alunos escrevam o ano de
nascimento na lousa e realizem a leitura.
Peça a colaboração dos demais nessa tarefa.
Comente sobre os números que representam os anos de nascimento dos alunos e suas hipóteses de leitura.
ATIVIDADE 2
Construa uma tabela simples na lousa ou em
papel pardo com os anos de nascimento dos alunos.
Após o preenchimento coletivo, explore a
leitura e a interpretação das informações
apresentadas nessa tabela; promova a contagem do número de alunos por ano de
nascimento.
Explore esses registros de modo que os alunos
percebam se a maioria da sala nasceu nos anos de 2004 ou 2005.
Proponha às crianças que construam uma tabela
como essa em uma folha de papel.
ATIVIDADE 3
A partir das discussões realizadas com os
alunos na aula anterior, selecione um dos alunos que nasceu no ano de 2004 e
outro que nasceu em ano diferente.
Registre a data de nascimento dos dois na
lousa, como, por exemplo:
JOÃO: 22 DE JANEIRO DE 2004
LUCAS: 25 DE DEZEMBRO DE 2003
Pergunte para o grupo: Quem é mais velho? Como
você sabe?
Na sequência, escolha dois alunos que tenham
nascido no mesmo ano (por exemplo, em 2004) e escreva a data de nascimento na
lousa:
LAURA: 22 DE AGOSTO DE 2004
LUIZA: 21 DE OUTUBRO DE 2004
Questione: Esses dois alunos nasceram no ano de
2004. Como podemos decidir quem é o mais velho?
Aproveite para explorar, a princípio, oralmente
a sequência dos meses do ano.
Finalmente escolha dois alunos que tenham
nascido no mesmo mês de 2004. Escreva as datas de nascimento na lousa. Por
exemplo:
PAULO: 8 DE SETEMBRO DE 2004
NARA: 27 DE SETEMBRO DE 2004
Pergunte:
- E estes dois alunos que nasceram em setembro do ano de 2004, como podemos decidir quem é o
mais velho?
Peça que os alunos registrem, em uma folha de
papel, os dados que foram anotados na lousa e circulem em cada caso quem é o
mais velho.
ATIVIDADE 4
Explore oralmente a sequência dos meses do ano.
Sugira que os alunos se agrupem de acordo com o
mês de aniversário e incentive-os a estimar qual o mês com maior número de
aniversariantes.
Construa uma tabela simples com os meses do ano
e o número de aniversariantes de cada mês na lousa ou em papel pardo.
Após promover a contagem do número de
aniversariantes por mês, façam o preenchimento coletivo das
informações; explore a leitura e a
interpretação das informações que estão apresentadas nessa tabela.
Peça que os alunos registrem em uma folha de
papel a tabela elaborada coletivamente.
Realize os seguintes questionamentos:
- Quantos alunos nasceram em Janeiro?
- Qual mês apresenta o maior número de
aniversariantes?
- Existem registros de aniversariantes em todos
os meses? Em caso de resposta negativa, questione qual é o mês (ou quais são)
que não possui (possuem) registro.
ATIVIDADE 5
Inicie com uma roda de conversa explorando
algumas características do mês corrente:
- Em que mês estamos?
- Alguém sabe quantos dias tem este mês?
- Como os dias podem ser organizados? (comente,
se necessário, que podem ser organizados em semanas)
- Quantos dias tem uma semana?
Explore,
oralmente com o grupo, o calendário. Faça perguntas como:
- Como identificar uma semana no calendário?
- Quantas semanas completas têm este mês?
- E sobram dias? Quantos? Como vocês
localizaram esses dias no calendário?
Peça a um aluno que mostre como chegou à
conclusão.
Converse com os alunos que ao observamos o
calendário de um mês usamos os números de 1 a 30, ou de 1 a 31 e que no mês de
fevereiro essa contagem pode chegar a 28 ou a 29.
Explore situações de contagens como:
a) Você fala um número e eles dão sequência ao
número que você falou. Por exemplo, você diz 19 e eles continuam 20, 21, 22,
... (escala ascendente).
b) Você fala 28 e eles devem dar continuidade
em uma contagem regressiva; eles continuam 27, 26, 25,..., (escala
descendente).
ATIVIDADE 6
Inicie com uma roda de conversa, perguntando
aos alunos se eles já utilizaram neste ano tabelas.
Para que servem? Diga que você vai construir
uma tabela na lousa e que eles vão
copiá-la e analisá-la.
A tabela a ser colocada na lousa deve ser
completada por você com dados obtidos na secretaria da escola.
Faça perguntas como:
- A tabela tem título? O que ele nos informa?
- Quantos alunos há no primeiro ano? Onde você
localiza essa informação?
- Quantos alunos há no segundo ano? Como você
obteve essa resposta?
- Quantos alunos há no terceiro ano? Como você
obteve essa resposta?
- Quantos alunos há no quarto ano? Como você
obteve essa resposta?
- Qual dos anos tem mais alunos? Quantos são
eles?
- Qual dos anos tem menos alunos? Quantos são
eles?
- Onde foram obtidos os números apresentados na
tabela, ou seja, qual a fonte das informações?
SEQUÊNCIA 2 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/
AULA)
Organizar agrupamentos para facilitar a
contagem e a comparação entre coleções.
Identificar a movimentação de pessoas ou
objetos no espaço, com base em diferentes pontos de referência e algumas
indicações de direção e sentido.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa sobre
procedimentos de contagem:
- Com
você faria para contar a quantidade de alunos que estão na sala hoje?
- Quantas meninas têm hoje na sala?
- Quantos meninos têm hoje na sala?
- E para saber o número de carteiras que temos
na nossa sala de aula, como podemos proceder?
- Sobraram carteiras vazias hoje na sala?
Quantas?
Registre essas informações na lousa.
Observe os procedimentos que os alunos
utilizaram para fazer essas contagens.
Discuta as estratégias apresentadas pelos
alunos. Caso todos os alunos tenham utilizado a mesma estratégia (de 1 em 1), explique que
em muitas situações contamos de 1 em 1,
mas que esta não é a única forma de contar. Levante com os alunos que outras
formas de contagem como, por exemplo: de 2 em 2 (formando pares), de 5 em 5, de
10 em 10 ou outras formas. Proponha que os alunos se agrupem de 5 em 5 (pode
ocorrer que haja um grupo com número inferior a 5) e que façam a contagem. Em
seguida, os agrupamentos devem ser feitos de 10 em 10 e eles fazem oralmente a
contagem.
Observação: Providencie para a próxima aula 160
objetos iguais (tampinhas,
borrachas, lápis, apontadores ou
outros objetos).
ATIVIDADE 2
Vamos continuar com as discussões sobre
diferentes procedimentos que podemos utilizar para realizar uma contagem.
Organize os alunos em grupos de 5 elementos e
distribua 20 objetos para cada grupo. Peça que os contem de
uma forma que não seja de 1 em 1. Percorra
a sala verificando nos grupos as
estratégias utilizadas e realize
intervenções se necessárias.
Em um segundo momento, solicite aos grupos que socializem suas
estratégias.
Observação: Providencie para a próxima aula
duas coleções de objeto com quantidades diferentes, como por exemplo: 160
tampinhas e 88 clipes ou 88 lápis e 160 borrachas.
ATIVIDADE 3
Com os alunos organizados em grupos de 5
elementos, entregue a cada grupo duas coleções como, por exemplo, 20 tampinhas
e 11 clipes.
a) Pergunte quantos objetos eles consideram que
há em cada uma, fazendo assim uma estimativa das quantidades. Peça que
registrem os números estimados e faça perguntas como:
- Qual das coleções você avalia que tem mais
objetos? E qual tem menos?
b) Solicite que contem os elementos de cada
coleção e que registrem os valores encontrados em uma folha.
c) Proponha aos grupos que comparem os dois
registros (o valor
estimado e o valor obtido pela contagem)
e respondam às questões:
- A quantidade que vocês estimaram é a mesma
que vocês encontraram após a contagem?
- Quantos objetos há em cada coleção?
- Qual coleção tem maior número de objetos?
Quantos objetos a mais?
Observação:
Os alunos devem perceber que, ao comparar a
quantidade de objetos de duas coleções podem usar processos adequados à
situação em questão. Em algumas
situações, “olhar” para as duas coleções é suficiente para saber qual tem maior
quantidade de elementos. Em outras situações, pode-se recorrer à formação de
“pares” com os elementos para realizar a comparação. Porém, de modo geral
quando a quantidade de elementos não é pequena, é interessante formar agrupamentos,
por exemplo, de 10, os quais servem de base para a compreensão do sistema de
numeração decimal – SND.
ATIVIDADE 4
Distribua aos grupos (de 5 alunos) uma
quantidade diferente de objetos, por exemplo: 12 tampinhas e 8 clipes. Peça que realizem os mesmos passos da
atividade anterior.
Em seguida, solicite aos alunos que completem a
coleção de menor quantidade para que tenha a mesma quantidade de objetos da outra. Socialize as estratégias encontradas pelos
alunos para completar a coleção, fazendo perguntas como:
- O que foi necessário fazer para completar a
coleção com menor quantidade de elementos?
- Quantos objetos foram necessários para
realizar a tarefa proposta?
ATIVIDADE 5
Explore a movimentação dos alunos no ambiente
escolar, comentando sobre os trajetos realizados, como por exemplo: ir da sala
de aula ao refeitório, da sala de aula à biblioteca.
a)
Escolha um percurso e em pequenos grupos, os alunos o fazem, comentando sobre
as ações realizadas (ir em frente até o final do corredor, virar à direita,
virar à esquerda, caminhar até ...).
b) Na sala de aula, discuta coletivamente o que
foi necessário fazer para realizar o deslocamento proposto, listando os termos
utilizados na lousa.
c) Solicite aos alunos que registrem
individualmente esse percurso em uma folha de papel por meio de um desenho.
Percorra a sala de aula, observe os registros e realize intervenções que se
fizerem necessárias. Exponha os trabalhos, explorando pontos de referência que
foram utilizados.
ATIVIDADE 6
Proponha a brincadeira “O rabo do burro”.
Desenhe um burro sem rabo em cartolina. Coloque o burro na parede da sala, cada
vez em um lugar diferente.
No primeiro momento, dê instruções verbais a um
aluno que deve estar com os olhos vendados, como por exemplo: mais para cima,
mais para baixo, à direita, esquerda, para que ele consiga colocar o rabo no
burro. Comente com os demais alunos se as instruções dadas estão corretas e se
permitem atingir o objetivo.
Em um segundo momento, escolha um dos alunos
para dar as instruções verbais para que o colega, com os olhos vendados, consiga
colocar o rabo no burro; os demais alunos devem avaliar se as instruções estão
corretas e se possibilitam a realização da atividade.
Ao final, discuta com os alunos a importância
de serem dadas orientações adequadas para o deslocamento nos espaços.
Observação: Proponha outros jogos
como “Caça ao tesouro”, nos quais
é preciso compreender mensagens que indicam posição e movimentação (vire à esquerda, vire à direita, ande 3
passos para a frente, dê meia volta, ...).
SEQUÊNCIA 3 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/ AULA)
Produzir escritas numéricas de números
frequentes e escrever números em sequência, identificando regularidades e
regras do Sistema de Numeração Decimal.
Formular hipóteses sobre a grandeza numérica
pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na
escrita numérica.
Utilizar a calculadora para produzir e comparar
escritas numéricas.
Contar em escalas ascendentes e descendentes de
um em um, de dois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc.
Organizar agrupamentos para facilitar a
contagem e a comparação entre coleções.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa sobre
comparação de números.
- Quem é maior: 37 ou 54? Por quê?
Se houver a resposta de que 37 é maior que 54,
pergunte porque o aluno considera que 37 é maior. Peça que um aluno que
considera 54 maior que 37, que justifique o por que. Proponha que o grupo
analise as duas explicações e que escolham a resposta correta. Observe se algum
aluno faz uso do quadro numérico para apoiar o pensamento. Caso isso não
ocorra, pergunte ao grupo se o quadro numérico poderia auxiliar para responder
à questão.
- Quem é maior: 39 ou 93? Por quê?
Retome os procedimentos realizados acima,
para discutir as hipóteses dos alunos em
relação à comparação de números da mesma
ordem de grandeza.
- E dos números 67 e 132, qual é o maior? Por
quê?
Retome os procedimentos realizados acima,
para discutir as hipóteses dos alunos em
relação à comparação dos números.
Observação: Para esta atividade, garanta na
sala de aula um quadro numérico, por exemplo, de 1 a 150.
Os alunos podem formular a hipótese de que 132
é maior que 67 porque tem mais “números”.
ATIVIDADE 2
Promova um ditado de aproximadamente 4 ou 5 números
frequentes como, por exemplo, 190 (Polícia), 50 (sistema monetário), XX (o
número da escola na rua), 19 (DDD da região metropolitana de Campinas ou da sua
cidade), XX (o dia de hoje).
Dite o primeiro número, percorra a sala para
observar os registros, socialize algumas escritas na lousa, e proponha a
análise com os alunos dessas hipóteses; faça intervenções (como, por exemplo,
para 190 o aluno escreve 10090, localize no quadro numérico o 100 e pergunte: quantos
algarismos tem o número 100? E o número 200? E o número escrito na lousa? Se
este número é da família do número 100 ele pode ter mais que três algarismos? O
que é necessário fazer para escrever este número corretamente?) para que eles progridam
em direção à escrita convencional. Faça
o mesmo para os demais números, promovendo a discussão após o ditado de cada um
deles.
Observação: Para a próxima atividade,
providencie calculadoras, uma para cada aluno.
ATIVIDADE 3
Verifique os conhecimentos dos alunos sobre o
uso da calculadora. Promova uma familiarização deles com o equipamento e, para isso, entregue uma calculadora para
cada aluno e proponha algumas atividades exploratórias, como, por exemplo:
-
Quantas teclas existem na calculadora?
- Localize as teclas que apresentam os
algarismos de 0 a 9.
- Você sabe o que representam os sinais: +, -,
x, %?
- Qual a tecla que liga a máquina?
- Digite o número 1. Agora apague o que está no
visor. Qual a tecla que apaga o que está no visor?
- Qual a tecla que desliga a máquina?
Em seguida, proponha um ditado de números como,
por exemplo, 35; circule pela sala, observe os registros produzidos pelos alunos
que foram feitos na calculadora. Explore
as diferentes formas de registros de
um mesmo
número (53, 305, caso isso ocorra) para que eles os comparem.
Para isso, registre as escritas na lousa, dê um tempo para que façam reflexões
sobre essas escritas e socialize os comentários
para que caminhem no sentido da escrita convencional.
ATIVIDADE 4
Explore o uso da calculadora para beneficiar a
investigação e a percepção em relação a regularidades matemáticas. Para tanto,
peça aos alunos que teclem o número 51. Em seguida peça que digitem na sequência
as teclas +, 1 e = e que observem o que aparece no visor. Solicite que repitam
o procedimento mais algumas vezes para que percebam que no visor vão aparecendo
os números da sequência: 52, 53,
54, …
Essa atividade pode se ampliada, somando-se de
2 em 2, de 5 em 5, propiciando
discussões das regularidades presentes nos resultados. Se partir de um
número par e somar de 2 em 2, serão gerados números pares. E se partir de um
número de um número ímpar e somar de 2 em 2, o que acontecerá?
ATIVIDADE 5
Propicie situações em que os alunos devam
realizar a contagem de objetos em coleções fixas, como figuras desenhadas em
uma folha de papel em que é preciso usar uma estratégia de contagem que não implica
em mudar a posição dos objetos da coleção.
Apresente uma folha em que estão desenhadas
flores e abelhas, por exemplo, e pergunte: O que há mais: flores ou abelhas?
Verifique como fazem para resolver a situação e socialize as estratégias
utilizadas.
Em outro momento, promova contagens, com esta
ou outra coleção fixa, de 2 em 2, de 5 em 5, de 10 em 10 e discuta com os
alunos que procedimento eles consideraram mais fácil para realizar a contagem.
Observação: Providencie para a próxima
atividade aproximadamente 9 tabuleiros
(por exemplo, uma folha de papel
ou de cartolina com o desenho de uma
trilha), 9 dados e 35 marcadores, um para cada jogador.
ATIVIDADE 6
Ofereça um momento para a realização de jogos
de trilha, em que é preciso utilizar os números e/ou registrá-los. Explore o
jogo para promover a fala da sequência numérica: os alunos falam a sequência numérica,
com variações: utilizam escalas ascendentes (do menor para o maior) e escalas
descendentes (do maior para o menor).
Distribua para cada grupo, de no máximo quatro
alunos, um tabuleiro, um dado e os marcadores.
Explique para os alunos as regras do jogo e
verifique se houve a compreensão.
SEQUÊNCIA 4 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/ AULA)
Comparar comprimentos por meio de estratégias
pessoais.
Conhecer e usar alguns instrumentos de medida
de comprimento.
Ler e interpretar informações apresentadas em
tabelas simples.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa, comentando com
os alunos que existem muitas situações do cotidiano em que precisamos medir
coisas. Faça perguntas como:
- Você já precisou medir alguma coisa hoje?
- Para vir à escola, você olhou as horas no
relógio?
- Você contou quanto de dinheiro você tem em
moedas?
- Você tomou café com leite hoje cedo?
- Você colocou açúcar?
- Quantas colheres de açúcar você colocou?
Registre, em uma folha de papel pardo, as
situações apontadas pelos alunos em que ocorrem medições e o que medimos e a
reserve para consulta dos alunos.
Observação:
Solicite aos alunos que realizem uma pesquisa
que consiste em conversar com um adulto em casa (uma pessoa da família ou um
conhecido) e que perguntem se ela realiza
medições e se utiliza algum instrumento de medida. Os dados devem ser
registrados para socialização na próxima aula.
ATIVIDADE 2
Socialize as informações coletadas pelos alunos
na pesquisa solicitada no dia anterior. Proponha
uma discussão sobre os dados coletados, dando exemplos de situações do dia a
dia que podem ser medidas.
Use como apoio o registro realizado na aula
anterior e faça uma nova lista de situações para complementar a já existente.
Caso necessário, complemente as situações
pesquisadas dizendo que usamos medidas ao fazer compras no mercado, ao saber a
quantidade de suco em um recipiente, a quantidade de pó de café em um pacote ou
quando fazemos um bolo e precisamos verificar a quantidade de farinha de trigo,
de açúcar, de leite ou de óleo, ou ainda para saber que horas são ou a nossa
altura.
Observação:
Para a próxima aula, é necessário providenciar
ilustrações em que aparecem medições como, por exemplo, uma pessoa medindo com
uma fita métrica ou pesando um ingrediente ou ainda embalagens de arroz,
feijão, leite, ou tirando a temperatura, etc.
ATIVIDADE 3
Peça para que os alunos observem as ilustrações
que foram trazidas por você e
comente sobre a grandeza (comprimento,
massa, temperatura) e sobre o instrumento utilizado (fita métrica, balança, termômetro,
etc.) em cada situação.
Proponha que os alunos meçam suas alturas ou o
comprimento de dois barbantes, ou a largura da porta da sala. Pergunte: Como
isso pode ser feito, sem nenhum instrumento convencional de medida?
Sugira que utilizem os pés, palmos (instrumentos
de medida não convencionais), caso isso não seja comentado pelos alunos. Em seguida, peça que façam a medição e registrem a solução encontrada (5 palmos, 3
pés...).
Observação: Para a próxima aula, providencie
uma régua para cada aluno.
ATIVIDADE
4
Leve para a sala de aula réguas e dê um tempo
para os alunos manusearem o material. Faça perguntas
como:
- O que significam os números que aparecem nas
réguas?
- Qual é o menor número que aparece na sua
régua? E o maior?
Comente sobre o centímetro, visualizando 1
centímetro na régua.
Explore situações na sala de aula, em que os
alunos devem realizar medições, utilizando a régua e em seguida, que façam o
preenchimento, de forma coletiva da tabela. Promova uma conversa sobre as medidas
encontradas.
Observação: para a próxima aula são necessárias aproximadamente 10 fitas métricas e um rolo de barbante.
ATIVIDADE 5
Leve para a sala de aula fitas métricas para os
alunos manusearem em pequenos grupos.
a) Verifique se eles observam regularidades na
divisão e nas marcações existentes (de centímetro em centímetro) e faça intervenções
para auxiliá-los. Peça que observem o comprimento equivalente a um metro, que
corresponde a 100 centímetros.
b) Proponha que os alunos cortem um pedaço de
barbante de comprimento 1 metro, fazendo uso da fita métrica. Faça perguntas como:
- Você mede mais ou menos de 1 metro?
- A altura da porta é maior ou menor que 1
metro?
e peça que eles utilizem o pedaço de
barbante para validar ou não suas
respostas.
Explore situações em que os alunos devem medir
utilizando a fita métrica, para, em seguida, registrar as medidas encontradas
em uma tabela simples como a da atividade 4 e explore-as com os alunos.
Observação: Providencie para a próxima aula um
rolo de barbante.
ATIVIDADE 6
Desenhe na sala de aula, em lugares diferentes,
duas linhas retas (dois segmentos de reta cujos comprimentos são menores que 1
metro). Realize com os alunos uma
estimativa, perguntando: Qual delas é a maior?
Em seguida, peça que façam a medição desses
segmentos de reta. A princípio, eles devem utilizar estratégias pessoais e os
instrumentos que considerarem adequados, podendo fazer uso dos pedaços de barbante
de 1 metro, para validar as hipóteses levantadas.
Ofereça também outras situações para que eles
realizem medidas utilizando os instrumentos citados nas últimas atividades: a
régua, a fita métrica ou instrumentos que apresentem unidades não convencionais
como, por exemplo, o barbante, os pés e o palmo.
Fonte: PROJETO EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL