As atividades sugeridas a seguir foram elaboradas para favorecer a
interatividade entre o professor e os alunos, numa demonstração de que é possível
organizar coletivamente conhecimentos que possam garantir oportunidade de
desenvolvimento escolar. Os problemas propostos permitem ao professor avaliar as
possibilidades de resolução apresentadas pelos alunos. A interpretação é
essencial para que os alunos cheguem a uma solução correta. Lembre-se de que há
várias maneiras de resolver o mesmo problema, por isso valorize as soluções
apresentadas e ajude-os a sistematizá-las.
Em números e operações, abordamos problemas
iniciando por situações conhecidas pelos alunos, abordando a teoria dos campos conceituais que destaca a
importância de trabalhar um conjunto de problemas que explorem a adição e a
subtração, com base em um campo mais amplo de significados.
Para dominar as estruturas aditivas, o aluno
precisa ser capaz de resolver diversos tipos de situações problema. O campo conceitual de estruturas aditivas é
um conjunto de situações, cujo tratamento implica em uma ou várias adições ou
subtrações.
O desenvolvimento do trabalho de Espaço e
Forma, continua na perspectiva da abordagem do pensamento geométrico, focando o
reconhecimento entre as diferenças e as características comuns de sólidos, como
prismas e pirâmides.
O desenvolvimento do trabalho com grandezas e
medidas deve continuar, manipulando instrumentos de medidas e fazendo
comparações, essa ação quando vivenciada, proporciona ao aluno uma compreensão
mais elaborada sobre o significado de unidades de medidas.
As tabelas estão por toda parte como uma
maneira de organizar os dados, assim o Tratamento da Informação tem
continuidade, relacionando-se com coleta e organização de dados em tabelas, mas
também valoriza a análise e o estudo das mesmas, a partir da leitura dos dados
nela contidos.
PROCEDIMENTOS PARA O PROFESSOR:
Analisar as propostas de atividades sugeridas
nas sequências e planejar seu desenvolvimento na semana, prevendo 9 horas aulas
de Matemática na semana.
Analisar as propostas do(s) livro(s)
didático(s) escolhidos e escolher as
atividades que completem seu trabalho com as crianças.
Ler os textos dos livros com elas e orientar o
desenvolvimento das atividades.
Preparar lições simples e interessantes para
casa.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM QUE SE PRETENDE
ALCANÇAR:
NÚMEROS E OPERAÇÕES
1-Analisar, interpretar e resolver
situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações do campo
aditivo.
2-Calcular o resultado de adições e subtrações
com números naturais, por meio de estratégias pessoais e pelo uso das técnicas
operatórias convencionais.
ESPAÇO E FORMA
1-Reconhecer semelhanças e diferenças entre
poliedros (prismas e pirâmides).
2-Identificar planificações de prismas e
pirâmides.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1-Utilizar em situações problema unidades
usuais de medida de comprimento.
2-Fazer uso de instrumentos para medir
comprimentos.
3-Realizar estimativas sobre o resultado de uma
dada medição de comprimento.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
1-Coletar e organizar dados sobre medidas de
comprimento, usando tabelas simples ou de dupla entrada.
PLANO DE ATIVIDADES
SEQUÊNCIA 1 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):
Analisar, interpretar e resolver
situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações do
campo aditivo.
Calcular o resultado de adições e subtrações
com números naturais, por meio de estratégias pessoais e pelo uso das técnicas
operatórias convencionais.
ATIVIDADE 1
Você conhece o jogo do Bafo, que muitas
crianças brincam para trocar ou ganhar figurinhas?
As duas atividades a seguir referem–se a ele. Caso
tenha alguma dúvida, faça uma pesquisa sobre o jogo antes de explorar com os
alunos.
É importante acompanhar a discussão e resolução
dos problemas para que se possa identificar diferentes formas de resolução e
organizar suas intervenções no momento de socialização dos procedimentos com o
intuito de garantir que todos os alunos percebam que podem usar tanto a adição
quanto a subtração para resolver problemas do campo aditivo.
Para isso, inicie a atividade com uma roda de
conversa, questionando se conhecem o “jogo de bafo”.
Peça para alguns alunos que descrevam como se
joga “bafo” e observe se há discrepâncias nas regras. Se isso acontecer,
pergunte se há diferenças entre as formas deles jogarem, quais são essas
variações e se algum aluno desconhece o jogo. Diante disso, combine como serão
as regras para o seu grupo de alunos e organize com eles outro momento para que
possam jogar “bafo”. Conte-lhes, que neste momento, irão resolver, em duplas,
algumas situações vividas por um grupo de alunos que já jogaram bafo.
Você poderá distribuir essas situações em
filipetas separadamente para que as duplas resolvam-nas, ou se preferir, poderá
escrevê-las na lousa.
Ao distribuir a primeira filipeta, ressalte a
importância de cada dupla trocar ideias, compartilhar a maneira como cada um
pensou e organizar uma forma de relatar para as outras duplas como resolveram o
problema.
Dê um tempo para a realização da tarefa,
percorrendo os grupos e fazendo perguntas, que ajudem os alunos a resolverem os
problemas.
A cada problema, solicite que registrem e
comentem com os colegas as estratégias utilizadas, verifique se houve maneiras
diferentes de resolução e porque isso foi possível. É importante observar os
procedimentos utilizados. Por exemplo, no problema 1, além de se resolver por uma
subtração, os alunos de modo geral,
fazem uso da sobre contagem, isto
é, partem do 15, contando até chegar no 37, “descobrindo-se” assim,
a quantidade de
figurinhas que Jonas tinha inicialmente. Mesma ideia poderia
ser usada no problema 2. O interessante no momento de socialização é a
possibilidade dos alunos compartilharem seus procedimentos, pois alguns usam a
adição, contagem e outros a subtração para resolver essas situações
propostas.
Problema 1
Jonas tinha algumas figurinhas, ganhou 15 no
jogo e ficou com 37. Quantas figurinhas ele possuía?
Problema 2
Marcelo tinha 19 figurinhas, ganhou algumas e
ficou com 25. Quantas figurinhas ele ganhou?
Problema 3
Carlos tinha 45 figurinhas e ganhou 33. Com
quantas figurinhas Carlos ficou?
Problema 4
No início do jogo, Luana tinha algumas
figurinhas. No decorrer do jogo ela perdeu 12 e
terminou com 25 figurinhas. Quantas figurinhas
ela possuía no início do jogo?
Problema 5
No início do jogo, Tereza tinha 37 figurinhas.
Ela terminou a segunda rodada com 25 figurinhas. O que aconteceu no decorrer
dessa segunda rodada?
Problema 6
Ana iniciou uma rodada com 48 figurinhas e
durante as jogadas perdeu 32. Com quantas figurinhas Ana terminou essa rodada?
Após a socialização dos procedimentos
utilizados, converse com os alunos sobre os problemas.
ATIVIDADE 2
Dando continuidade às situações-problema
relativas ao “jogo de
bafo”. Distribua, para as duplas, a relação de problemas abaixo ou
escreva-os na lousa.
Oriente-os, como na proposta anterior, sobre a
importância do registro dos procedimentos utilizados, serão importantes para o momento do compartilhamento das soluções com a classe.
Problema 1
André tem algumas figurinhas e Maria tem 34. Se
Maria tem 12 figurinhas a mais que André, quantas figurinhas tem André?
Problema 2
Antonio tem algumas figurinhas e Laura tem 12 a
menos do que ele. Se Laura tem 26 figurinhas, quantas figurinhas tem Antonio?
Problema 3
José jogou hoje duas vezes bafo. No 1º jogo ele
não lembra o que aconteceu. No 2º jogo ele perdeu 4 figurinhas. Ao contar suas
figurinhas ele viu que ganhou hoje 7 figurinhas. Ele ganhou ou perdeu no 1o
jogo? Quanto?
Após o término da resolução, convide algumas
duplas para comentarem como resolveram e questione:
Como vocês pensaram para resolver dessa
maneira?
Alguma dupla resolveu de outra forma?
Qual? (Convide-os para que compartilhem
e comparem os procedimentos, identificando semelhanças e diferenças no modo de
raciocinar).
ATIVIDADE 3
Esta atividade traz as informações de uma
situação na forma de tabela. Proponha-a em dois momentos.
No primeiro, explore a tabela para que o aluno
se familiarize e compreenda como está organizada e no segundo, solicite que a
complete estabelecendo relações entre seus elementos. A situação apresentada aos alunos é a
seguinte: Os estudantes da escola “APRENDER SEMPRE” responderam uma pesquisa da
cantina sobre os lanches preferidos.
Questione; Qual o título da tabela?
O que indica cada uma das colunas?
Quais as informações estão faltando na 2ª
coluna e também na 2ª linha?
Qual é a informação que está faltando na coluna
do total de pontos?
Após os primeiros questionamentos, proponha aos
alunos que encontrem as informações que estão faltando, questionando-os:
É possível encontrarmos os números que estão
faltando? Como obtê-los?
Registre na lousa as sugestões apresentadas. Em
seguida peça que completem a tabela, questionando-os:
Qual o total de alunos que preferem
misto-quente?
É possível responder “de cabeça” qual é o
lanche de maior preferência das meninas?
Por quê? Agora, calculem esse valor exato.
Entre os meninos qual é o lanche de menor
preferência?
Como calcular quantos meninos preferem
cachorro-quente? Qual é esse valor?
Se cada aluno só indicou um lanche, é possível
saber quantos alunos participaram da pesquisa?
Oriente os alunos para registrarem os cálculos
realizados, pois serão socializados com o grupo. No transcorrer desta
atividade, observe os registros dos alunos e verifique se exploram decomposição
dos números ou técnicas operatórias. É interessante explorar diferentes procedimentos
de cálculo, como por exemplo:
a) decomposição dos números: 734 + 478 = 700 +
30 + 4 + 400+ 70+ 8= 1100+100+12=
1200+12=1212
b) arredondamento de 478 para 480: 734 + 480 =1100+114= 1214, e resultado de 734
+478 =
1212 (
1214 – 2= 1212)
c) Estimativa: “setecentos e pouco” somado a um
número que está muito próximo de quinhentos, vai dar um resultado próximo de
1200. Agora, pode-se fazer “a conta”
que já se sabe que a ordem de grandeza
do resultado é um número maior que 1100.
ATIVIDADE 4
Após as discussões sobre diferentes
procedimentos de cálculo realizados na atividade anterior, proponha a análise
do quadro abaixo que apresenta algumas adições e subtrações.
Os alunos deverão, inicialmente, por meio de
estimativa verificar dentre as quatro possibilidades de respostas, qual é o
resultado de cada operação, compartilhar com um colega suas respostas e, em
seguida conferir utilizando uma calculadora.
Faça um circulo no número que considera ser o
resultado de cada operação e socialize com um colega as suas respostas. Em
seguida, confira suas respostas, utilizando uma calculadora.
Lanches preferidos pelos alunos da Escola Aprender
Sempre, Lanche dos Meninos e Meninas. Total de misto quente 734 e 478 Hambúrguer,
229 e
546 Cachorro-quente, 148 e 798.
ATIVIDADE 5
Explore o algoritmo da adição, observando como
os alunos justificam suas respostas e estabeleça relações com outras formas de
resolver, como as das atividades anteriores.
(decomposição dos números, estimativa,
arredondamento).
Inicie com uma conversa, mostrando os cálculos
a seguir, solicite que, em duplas deverão resolvê-los, mas que para isso,
precisarão descobrir os números que estão faltando, pois foram apagados.
Socialize as respostas, destacando os
procedimentos de resolução.
ATIVIDADE 6
Solicite que resolvam os cálculos abaixo,
descobrindo quais são os números que estão faltando e socialize em
seguida. Proponha os problemas
abaixo:
Problema 1
Some 164 a 102, depois adicione 87 ao
resultado. Quanto você obteve?
Problema 2
Some 102 a 87, depois adicione 164. Quanto você
obteve?
Problema 3
Some 164 a 87 e, depois adicione 102. Quanto
você obteve?
Em seguida, solicite a comparação dos
resultados e questione:
Os resultados são iguais ou diferentes? Por
quê?
O que podemos concluir a partir disso?
É importante que os alunos percebam que ao
adicionar três parcelas, podem-se associar duas delas e adicionar o seu
resultado à terceira, dependendo da escolha que for feita.
SEQUÊNCIA 2 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):
Reconhecer semelhanças e diferenças entre
poliedros (prismas e pirâmides).
Identificar planificações de prismas e
pirâmides.
Nas próximas atividades, vamos desenvolver o
trabalho com o tema Espaço e Forma, explorando as características dos prismas e
das pirâmides.
Combine com os alunos que todas as construções
das atividades 1 e 2 devem ser guardadas, pois serão utilizadas
posteriormente.
ATIVIDADE 1
O desenvolvimento desta atividade está previsto
para DUAS AULAS.
Inicialmente os alunos terão a oportunidade de
analisar os prismas e as pirâmides, buscando identificar as diferenças e características
comuns entre eles.
Para isso, é importante que você tenha um
conjunto de moldes, que estão nos anexos, para utilizá-lo no momento de
socialização.
Organize-os em duplas e para cada dupla
entregue os moldes do Anexo I, orientando-os para recortarem e montarem
“caixinhas” com esses moldes. Após essa montagem, proponha que separem as
caixinhas segundo critérios definidos pela própria dupla.
Socialize os diferentes critérios utilizados
pelas duplas.
Em seguida questione:
É possível separar as caixinhas em dois grupos?
Qual critério seria utilizado para isso?
Para organizar as descobertas do grupo sobre as
características das duas famílias de caixinhas, é importante que os alunos
percebam que as pirâmides são “pontudas” e possuem faces laterais triangulares
e os prismas construídos com esses moldes, possuem faces laterais retangulares
e finalize separando o conjunto das caixinhas em pirâmides e prismas, como indicado
a seguir:
Após a
discussão, conte que com as caixinhas que montaram, é possível separar em dois
grupos: um grupo de pirâmides e outro grupo de prismas.
Faça um registro no quadro com as diferenças e
as características comuns entre pirâmides e prismas, elencadas pelos alunos e
peça que todos registrem no caderno.
ATIVIDADE 2
Inicie com uma conversa, questionando:
Que
objetos vocês conhecem que são parecidos com as caixinhas que montamos?
Faça
coletivamente uma lista na lousa dos objetos citados. Possivelmente, nessa
lista
aparecerão embalagens de caixa de leite,
remédios, creme dental. É importante que os alunos relacionem os formatos das
embalagens com os conjuntos de prismas e pirâmides, para que percebam que
algumas dessas formas são muito utilizadas no cotidiano Esta atividade é
importante para que os alunos percebam as características das formas das embalagens
e as formas construídas.
ATIVIDADE 3
Utilizaremos para o desenvolvimento desta
atividade os prismas montados anteriormente e cópias do Anexo II para cada
dupla, ou se preferir, entregue uma cópia para cada aluno. Estudaremos os
prismas retos e suas planificações, nomeando-os e explorando algumas características,
tais como, ter duas bases de mesma forma e mesmo tamanho e faces laterais retangulares.
Para que percebam as diferenças e as
características comuns entre eles, problematize com a seguinte questão:
Todos os prismas são idênticos? Por quê?
Organize na lousa as justificativas das
respostas dos alunos. É importante que nesta síntese apareça que o que
diferencia um prisma de outro, desse conjunto, é o formato das duas bases, que
possuem a mesma forma e mesmo tamanho.
Diga que os prismas são nomeados de acordo com
a forma de suas bases, identifique-as e os nomeie: prisma de base triangular,
prisma de base quadrada, prisma de base pentagonal, prisma de base hexagonal,
cubo.
Em seguida, entregue os moldes do Anexo II, diga
que cada um esses moldes representa a forma planificada de cada um dos prismas
que eles construíram e assim as duplas
devem identificar qual o prisma e sua respectiva planificação. Importante que
os alunos registrem como chegaram ao resultado.
Socialize escolhendo alguns alunos de duplas
diferentes para contar como fizeram essa correspondência.
Após a exposição de alguns alunos,
coletivamente faça na lousa o desenho do prisma, nomeando-o e desenhando sua
planificação, peça aos alunos que façam o registro no caderno.
ATIVIDADE 4
O encaminhamento dessa atividade é o mesmo da
atividade anterior, agora explorando as pirâmides.
Retome o conjunto de pirâmides construído
anteriormente e providencie cópias do Anexo III.
Estudaremos as pirâmides e suas planificações,
nomeando-as e explorando algumas características, tais como, ter uma única base
e faces laterais triangulares.
Entregue o conjunto de pirâmides as duplas de
alunos.
Para que percebam diferenças e características
comuns entre elas, problematize com a seguinte
questão:
Todas as pirâmides são idênticas? Por quê?
Organize na lousa as justificativas das
respostas dos alunos. É importante que nesta síntese apareça que o que
diferencia uma pirâmide da outra, é o formato da base.
Diga que as pirâmides são nomeadas de acordo
com a forma da sua base, identifique-as e as nomeie: pirâmide de base
triangular, pirâmide de base quadrada, pirâmide de base pentagonal, pirâmide de
base hexagonal.
Em seguida, entregue os moldes do Anexo III e
solicite que identifiquem quais as pirâmides correspondem às planificações
apresentadas.
Escolha alguns alunos de duplas diferentes e
peça que expliquem como encontraram a planificação correspondente a cada
pirâmide.
Ao término da explicação, coletivamente faça na
lousa o desenho de cada pirâmide, nomeando-a e desenhando sua planificação,
peça aos alunos que façam o registro no caderno.
ATIVIDADE 5
Estudaremos as diferentes planificações do
cubo.
Para sua realização providencie fita adesiva,
tesouras e uma cópia do Anexo IV para
cada dupla de alunos.
Inicie com uma roda de conversa.
Vocês já montaram diferentes prismas e viram
suas planificações.
Com esta planificação (mostre a planificação
abaixo), vocês construíram o cubo.
Questione:
Será que é possível construir outras
planificações para o cubo?
Distribua seis quadrados para cada dupla, você
pode levar recortado ou pedir para os alunos recortarem.
Peça que apresentem uma planificação diferente
da que já foi vista em aula, utilizando os seis quadrados.
Após a conclusão da montagem, peça que as
duplas que desenhem a forma como montaram a planificação.
Em seguida, solicite que tentem fechar a
planificação, usando fita adesiva para colar as faces e vejam se forma um cubo.
Observe como os alunos desenvolvem essa
construção, se alguma dupla escolheu uma planificação que não forma um cubo,
peça que registre no caderno ao lado do desenho que com aquela planificação não
é possível obter um cubo, e em seguida, incentive-os a tentar uma nova organização
dos quadrados, desenharem e novamente montar um cubo. Socialize as diversas
formas encontradas pelas duplas, considerando aquelas que formaram um cubo. É
importante que os alunos percebam que existem outras planificações para o cubo.
Dando sequência ao trabalho com as
planificações do cubo, proponha a realização desta atividade.
Socialize com os alunos as diferentes
planificações do cubo. É importante que ao final desta atividade, tenham
percebido que existem onze maneiras diferentes de se compor um cubo.
ATIVIDADE 6
Sem utilizar o conjunto de prismas construído,
trabalhe com os alunos a correspondência entre os prismas e suas respectivas
planificações, para isso, escolha alguns desses prismas e os desenhe numa folha
de sulfite ou na lousa, desenhe também as planificações para que os alunos
liguem cada prisma à sua planificação, como no exemplo abaixo:
Socialize as resoluções, retomando as
características de cada prisma, coletivamente.
ATIVIDADE 7
Sem utilizar o conjunto de pirâmides construído,
trabalhe com os alunos a correspondência entre as pirâmides e suas respectivas
planificações, para isso, escolha algumas dessas pirâmides e as desenhe numa
folha de sulfite ou na lousa, desenhe também as planificações para que os
alunos ligue cada pirâmide à sua planificação.
SEQUÊNCIA 3 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):
Utilizar em situações problema unidades usuais
de medida de comprimento.
Fazer uso de instrumento para medir
comprimentos.
Realizar estimativas sobre o resultado de uma
dada medição de comprimento.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa.
Vocês já observaram que a medida está presente
no nosso dia a dia? O que podemos medir?
Registre na lousa as respostas dos alunos.
Podem aparecer medidas como: medir a altura, a velocidade de um carro, a
temperatura do dia. Pergunte como podemos fazer para medir cada item que está
registrado na lousa, vai verificar os conhecimentos que seus alunos têm sobre medidas.
Caso haja poucos exemplos ou se forem repetidos, pergunte:
O que podemos pesar?
Como podemos medir a altura de um prédio?
A temperatura de seu corpo, como pode ser
medida?
Conforme os alunos forem respondendo as
questões, vá registrando as opiniões deles, conversando sobre as diferentes
maneiras de medir.
ATIVIDADE 2
A proposta desta atividade visa explorar o
trabalho com as unidades de medida não convencionais. Inicie com uma roda de conversa. Pergunte aos
alunos:
Como poderíamos medir o comprimento do tampo da
carteira sem o uso da régua?
Solicite que meçam, usando algumas sugestões
que forem sendo dadas por eles, tais
como, com uma borracha, palmo, cadernos, lápis, e socialize os resultados.
Peça, então, para medirem o tampo da carteira, utilizando lápis. Com isso podemos dizer que o comprimento do
tampo da carteira é igual à, por
exemplo, 5 vezes o tamanho do lápis ou 4 vezes e um pedacinho, ou 6 vezes, etc.
É importante, que se discuta o porquê dessas diferenças de resultados e que os
alunos compreendam que isso ocorre em função
dos tamanhos diferentes dos lápis que cada um possui.
Explore situações como essas para que percebam
o significado de unidade de medida de comprimento, por exemplo, peça que
utilizem outros objetos como unidade de medida e tentem medir, em duplas,
objetos que estejam disponíveis na sala de aula.
Faça um quadro na lousa com alguns resultados
das medições realizadas. E, destaque objetos comuns que foram medidos,
questionando:
Ao medir os comprimentos desses objetos,
utilizando unidades de medidas
diferentes, obtivemos os mesmos resultados? Por quê?
Socialize as diversas hipóteses de medidas e
questione-os sobre como seria confuso relatar para outras pessoas os resultados
das medições de um mesmo objeto que a classe mediu utilizando instrumentos de
medidas diferentes.
Questione:
O que seria preciso para que todos ao medir,
pudessem obter a mesma medida?
Como resolver nosso problema?
Espere as respostas dos alunos, caso não
apareça a possibilidade da régua como instrumento padronizado para medir o
comprimento do tampo da carteira, proponha,
então, o seu uso e compare os resultados.
Convide alguns alunos para registrarem na lousa
as medidas encontradas. Caso apareça o número 58, por exemplo, questione:
São 58 centímetros ou 58 metros?
Comente que os resultados das medições são apresentados
não apenas por um número, mas também pela unidade de medida correspondente.
Incentive-os a utilizar a régua e a fita
métrica para realizar outras medições, explorando o tipo de instrumento mais
adequado para realizá-las.
ATIVIDADE 3
Organize os alunos em duplas, registre na lousa
um quadro conforme modelo a seguir e oriente-os
a registrá-lo no caderno.
Inicie a proposta, mostrando cada um dos objetos
da tabela e solicitando que os alunos lhe deem o comprimento estimado e anotem
na respectiva coluna. Após o preenchimento, questione-os:
Para conferir suas hipóteses, quais as unidades
de medida você usará?
Objeto: Comprimento estimado (em centímetro) Comprimento
medido
(em centímetros) Borracha, Lápis, Caneta, Livro.
Comente
que em muitos casos não é possível medirmos com precisão, assim é importante
estimar o comprimento ou a altura de algum objeto a ser medido.
Após todos terem anotado as medidas, solicite a
um aluno que faça a medição utilizando a régua, anuncie o valor encontrado e
peça que anotem na última coluna correspondente ao comprimento medido.
Verifique quem chegou mais próximo da medida
encontrada. Repita o processo, escolhendo outros alunos para realizarem a
medição.
ATIVIDADE 4
Para o desenvolvimento desta atividade serão
necessários um rolo de barbante e algumas fitas métricas, pois a proposta
envolve a comparação de instrumentos de medidas de comprimento não padronizadas
e padronizadas.
Inicialmente, proponha que cada aluno meça a
altura de um colega com barbante, cortando-o em seguida e colocando o nome
desse colega para identificação. Solicite que esses barbantes sejam
“pendurados” na lousa e questione-os:
Como poderemos saber qual é a altura de cada
colega ao utilizar o barbante? (Exemplo: Maria tem altura igual à altura de
João, pois ambos têm os barbantes de mesmo comprimento representando suas
alturas, mas e quanto é essa altura? Dá para sabermos, se não estivermos com o
barbante em mãos?).
Em seguida, mostre a fita métrica e explore:
Vocês conhecem o metro?
Como ele está dividido?
Qual a relação entre essa fita métrica e a
régua que usamos em sala de aula?
Vocês sabem o que representam as marcações
tanto da régua quanto da fita?
Quantos centímetros possuem uma régua e uma
fita métrica?
Depois dessas discussões, solicite aos alunos
que verifiquem se o comprimento de cada barbante utilizado para medir a altura
de colegas é maior ou menor do que um metro. Em seguida, oriente-os a medir a
altura dos colegas com a fita métrica e comparar com as estimativas das alturas
que fizeram com os barbantes, questionando-os: Qual o instrumento de medida
mais precisa: o barbante ou a fita métrica?
ATIVIDADE 5
Distribua aos alunos, organizados em duplas,
várias fitas métricas e uma folha como o modelo abaixo para os registros das
medições efetuadas:
Objetos O que vamos medir.
Cadeira Altura, Mesa do refeitório, Largura do Pátio
e o seu Comprimento.
Porta da sala de aula e sua Largura, Bebedouro
e sua Altura.
Oriente aos alunos que durante a realização da
atividade devem se revezar na tarefa de medir e de anotar o resultado, para que
todos tenham a possibilidade de vivenciar o ato de medir, utilizando uma fita
métrica.
Ao término das medições retorne para a sala de
aula e junto com os alunos organize na lousa uma tabela com os dados das
medidas que registraram.
Explore os resultados obtidos, tais como:
Se a medida da porta for 2m, quantas vezes o
metro foi utilizado para obter essa medida?
Quantas vezes cabem o metro no espaço relativo
à largura da porta?
ATIVIDADE 6
Pergunte aos alunos quais objetos da sala medem
mais de um metro de comprimento e quais medem menos de um metro, registrando
suas opiniões.
Distribua para cada dupla, pedaços de barbante
cortados com a medida de um metro e peça para que confirmem suas estimativas,
medindo os objetos em questão.
Em seguida, solicite que meçam os mesmos
objetos com fitas métricas e verifiquem se as medições foram mais precisas ou
não.
É importante que os alunos percebam que a
unidade de medida padronizada metro
(representado nesta atividade pelo instrumento
de medida: fita métrica) é mais precisa que as unidades de medidas não
padronizadas.
Mas, que para distâncias maiores temos que
utilizar outras unidades, como o quilômetro.
Atividade 7
Inicie com uma roda de conversa, verificando se
os alunos já ouviram falar em quilômetros e qual a relação com o metro.
Diga-lhes que o quilômetro é uma unidade de medida utilizada para medir grandes
distâncias e que a situação problema que será discutida a seguir irá utilizá-la.
Pergunte também se conhecem a Corrida de São Silvestre e saliente a importância
do preparo físico dos atletas que participam desse evento, pois correm por
vários quilômetros.
Fonte: PROJETO EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS
DO ENSINO FUNDAMENTAL
DO ENSINO FUNDAMENTAL
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