sábado, 29 de setembro de 2012

PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DO 4º ANO



As atividades sugeridas a seguir  foram elaboradas para favorecer a interatividade entre o professor e os alunos, numa demonstração de que é possível organizar coletivamente conhecimentos que possam garantir oportunidade de desenvolvimento escolar. Os problemas propostos permitem ao professor avaliar as possibilidades de resolução apresentadas pelos alunos. A interpretação é essencial para que os alunos cheguem a uma solução correta. Lembre-se de que há várias maneiras de resolver o mesmo problema, por isso valorize as soluções apresentadas e ajude-os a sistematizá-las.
Em números e operações, abordamos problemas iniciando por situações conhecidas pelos alunos, abordando a  teoria dos campos conceituais que destaca a importância de trabalhar um conjunto de problemas que explorem a adição e a subtração, com base em um campo mais amplo de significados.
Para dominar as estruturas aditivas, o aluno precisa ser capaz de resolver diversos tipos de situações problema.  O campo conceitual de estruturas aditivas é um conjunto de situações, cujo tratamento implica em uma ou várias adições ou subtrações. 
O desenvolvimento do trabalho de Espaço e Forma, continua na perspectiva da abordagem do pensamento geométrico, focando o reconhecimento entre as diferenças e as características comuns de sólidos, como prismas e pirâmides.
O desenvolvimento do trabalho com grandezas e medidas deve continuar, manipulando instrumentos de medidas e fazendo comparações, essa ação quando vivenciada, proporciona ao aluno uma compreensão mais elaborada sobre o significado de unidades de medidas.
As tabelas estão por toda parte como uma maneira de organizar os dados, assim o Tratamento da Informação tem continuidade, relacionando-se com coleta e organização de dados em tabelas, mas também valoriza a análise e o estudo das mesmas, a partir da leitura dos dados nela contidos.

PROCEDIMENTOS PARA O PROFESSOR:
Analisar as propostas de atividades sugeridas nas sequências e planejar seu desenvolvimento na semana, prevendo 9 horas aulas de Matemática na semana.  
Analisar as propostas do(s) livro(s) didático(s)  escolhidos e escolher as atividades que completem seu trabalho com as crianças.
Ler os textos dos livros com elas e orientar o desenvolvimento das atividades. 
Preparar lições simples e interessantes para casa.  

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM QUE SE PRETENDE ALCANÇAR:

NÚMEROS E OPERAÇÕES
1-Analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações do campo aditivo. 
2-Calcular o resultado de adições e subtrações com números naturais, por meio de estratégias pessoais e pelo uso das técnicas operatórias convencionais.
ESPAÇO E FORMA
1-Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas e pirâmides). 
2-Identificar planificações de prismas e pirâmides.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1-Utilizar em situações problema unidades usuais de medida de comprimento. 
2-Fazer uso de instrumentos para medir comprimentos. 
3-Realizar estimativas sobre o resultado de uma dada medição de comprimento.  
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
1-Coletar e organizar dados sobre medidas de comprimento, usando tabelas simples ou de dupla entrada. 
  
PLANO DE ATIVIDADES

SEQUÊNCIA 1 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):

Analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações do campo aditivo. 
Calcular o resultado de adições e subtrações com números naturais, por meio de estratégias pessoais e pelo uso das técnicas operatórias convencionais.

ATIVIDADE 1
Você conhece o jogo do Bafo, que muitas crianças brincam para trocar ou ganhar figurinhas?
As duas atividades a seguir referem–se a ele. Caso tenha alguma dúvida, faça uma pesquisa sobre o jogo antes de explorar com os alunos.
É importante acompanhar a discussão e resolução dos problemas para que se possa identificar diferentes formas de resolução e organizar suas intervenções no momento de socialização dos procedimentos com o intuito de garantir que todos os alunos percebam que podem usar tanto a adição quanto a subtração para resolver problemas do campo aditivo. 

Para isso, inicie a atividade com uma roda de conversa, questionando se conhecem o “jogo de bafo”.
Peça para alguns alunos que descrevam como se joga “bafo” e observe se há discrepâncias nas regras. Se isso acontecer, pergunte se há diferenças entre as formas deles jogarem, quais são essas variações e se algum aluno desconhece o jogo. Diante disso, combine como serão as regras para o seu grupo de alunos e organize com eles outro momento para que possam jogar “bafo”. Conte-lhes, que neste momento, irão resolver, em duplas, algumas situações vividas por um grupo de alunos que já jogaram bafo.
Você poderá distribuir essas situações em filipetas separadamente para que as duplas resolvam-nas, ou se preferir, poderá escrevê-las na lousa.
Ao distribuir a primeira filipeta, ressalte a importância de cada dupla trocar ideias, compartilhar a maneira como cada um pensou e organizar uma forma de relatar para as outras duplas como resolveram o problema.
Dê um tempo para a realização da tarefa, percorrendo os grupos e fazendo perguntas, que ajudem os alunos a resolverem os problemas. 
A cada problema, solicite que registrem e comentem com os colegas as estratégias utilizadas, verifique se houve maneiras diferentes de resolução e porque isso foi possível. É importante observar os procedimentos utilizados. Por exemplo, no problema 1, além de se resolver por uma subtração, os alunos de modo geral,   fazem uso da  sobre contagem, isto é, partem do 15, contando até chegar no 37, “descobrindo-se”  assim,    a  quantidade  de  figurinhas  que  Jonas tinha inicialmente. Mesma ideia poderia ser usada no problema 2. O interessante no momento de socialização é a possibilidade dos alunos compartilharem seus procedimentos, pois alguns usam a adição, contagem e outros a subtração para resolver essas situações propostas. 

Problema 1 
Jonas tinha algumas figurinhas, ganhou 15 no jogo e ficou com 37. Quantas figurinhas ele possuía? 

Problema 2 
Marcelo tinha 19 figurinhas, ganhou algumas e ficou com 25. Quantas figurinhas ele ganhou?

Problema 3
Carlos tinha 45 figurinhas e ganhou 33. Com quantas figurinhas Carlos ficou?

Problema 4
No início do jogo, Luana tinha algumas figurinhas. No decorrer do jogo ela perdeu 12 e
terminou com 25 figurinhas. Quantas figurinhas ela possuía no início do jogo?
 
Problema 5
No início do jogo, Tereza tinha 37 figurinhas. Ela terminou a segunda rodada com 25 figurinhas. O que aconteceu no decorrer dessa segunda rodada?

Problema 6
Ana iniciou uma rodada com 48 figurinhas e durante as jogadas perdeu 32. Com quantas figurinhas Ana terminou essa rodada?

Após a socialização dos procedimentos utilizados, converse com os alunos sobre os problemas.

ATIVIDADE 2
Dando continuidade às situações-problema relativas ao  “jogo  de  bafo”. Distribua, para as duplas, a relação de problemas abaixo ou escreva-os na lousa. 
Oriente-os, como na proposta anterior, sobre a importância do registro dos procedimentos utilizados, serão importantes  para o momento  do compartilhamento  das soluções com a classe.

Problema 1 
André tem algumas figurinhas e Maria tem 34. Se Maria tem 12 figurinhas a mais que André, quantas figurinhas tem André?

Problema 2 
Antonio tem algumas figurinhas e Laura tem 12 a menos do que ele. Se Laura tem 26 figurinhas, quantas figurinhas tem Antonio?

Problema 3
José jogou hoje duas vezes bafo. No 1º jogo ele não lembra o que aconteceu. No 2º jogo ele perdeu 4 figurinhas. Ao contar suas figurinhas ele viu que ganhou hoje 7 figurinhas. Ele ganhou ou perdeu no 1o jogo? Quanto?

Após o término da resolução, convide algumas duplas para comentarem como resolveram e questione:
Como vocês pensaram para resolver dessa maneira? 
Alguma dupla resolveu de outra forma? Qual?  (Convide-os para que compartilhem e comparem os procedimentos, identificando semelhanças e diferenças no modo de raciocinar).

ATIVIDADE 3
Esta atividade traz as informações de uma situação na forma de tabela. Proponha-a em dois momentos.
No primeiro, explore a tabela para que o aluno se familiarize e compreenda como está organizada e no segundo, solicite que a complete estabelecendo relações entre seus elementos.  A situação apresentada aos alunos é a seguinte: Os estudantes da escola “APRENDER SEMPRE” responderam uma pesquisa da cantina sobre os lanches preferidos.
Questione; Qual o título da tabela?
O que indica cada uma das colunas?
Quais as informações estão faltando na 2ª coluna e também na 2ª linha?
Qual é a informação que está faltando na coluna do total de pontos? 
Após os primeiros questionamentos, proponha aos alunos que encontrem as informações que estão faltando, questionando-os:
É possível encontrarmos os números que estão faltando? Como obtê-los?
Registre na lousa as sugestões apresentadas. Em seguida peça que completem a tabela, questionando-os:
Qual o total de alunos que preferem misto-quente?
É possível responder “de cabeça” qual é o lanche de maior preferência das meninas?
Por quê? Agora, calculem esse valor exato.
Entre os meninos qual é o lanche de menor preferência?
Como calcular quantos meninos preferem cachorro-quente? Qual é esse valor?
Se cada aluno só indicou um lanche, é possível saber quantos alunos participaram da pesquisa?
Oriente os alunos para registrarem os cálculos realizados, pois serão socializados com o grupo. No transcorrer desta atividade, observe os registros dos alunos e verifique se exploram decomposição dos números ou técnicas operatórias. É interessante explorar diferentes procedimentos de cálculo, como por exemplo:
a) decomposição dos números: 734 + 478 = 700 + 30 + 4 + 400+ 70+ 8= 1100+100+12=
1200+12=1212
b) arredondamento de 478 para 480:  734 + 480 =1100+114= 1214, e resultado de 734 +478 =
1212  ( 1214 – 2= 1212) 
c) Estimativa: “setecentos e pouco” somado a um número que está muito próximo de quinhentos, vai dar um resultado próximo de 1200. Agora, pode-se  fazer “a conta” que  já se sabe que a ordem de grandeza do resultado é um número maior que 1100.

ATIVIDADE 4
Após as discussões sobre diferentes procedimentos de cálculo realizados na atividade anterior, proponha a análise do quadro abaixo que apresenta algumas adições e subtrações.
Os alunos deverão, inicialmente, por meio de estimativa verificar dentre as quatro possibilidades de respostas, qual é o resultado de cada operação, compartilhar com um colega suas respostas e, em seguida conferir utilizando uma calculadora.
Faça um circulo no número que considera ser o resultado de cada operação e socialize com um colega as suas respostas. Em seguida, confira suas respostas, utilizando uma calculadora. 
Lanches preferidos pelos alunos da Escola Aprender Sempre, Lanche  dos  Meninos e  Meninas. Total de misto quente 734 e  478   Hambúrguer, 229  e  546 Cachorro-quente,   148  e 798. 

ATIVIDADE 5
Explore o algoritmo da adição, observando como os alunos justificam suas respostas e estabeleça relações com outras formas de resolver, como as das atividades anteriores.
(decomposição dos números, estimativa, arredondamento).
Inicie com uma conversa, mostrando os cálculos a seguir, solicite que, em duplas deverão resolvê-los, mas que para isso, precisarão descobrir os números que estão faltando, pois foram apagados.
Socialize as respostas, destacando os procedimentos de resolução.

ATIVIDADE 6
Solicite que resolvam os cálculos abaixo, descobrindo quais são os números que estão faltando e socialize em seguida.  Proponha os problemas abaixo: 

Problema 1
Some 164 a 102, depois adicione 87 ao resultado. Quanto você obteve?

Problema 2
Some 102 a 87, depois adicione 164. Quanto você obteve?

Problema 3
Some 164 a 87 e, depois adicione 102. Quanto você obteve?

Em seguida, solicite a comparação dos resultados e questione:
Os resultados são iguais ou diferentes? Por quê?
O que podemos concluir a partir disso?

É importante que os alunos percebam que ao adicionar três parcelas, podem-se associar duas delas e adicionar o seu resultado à terceira, dependendo da escolha que for feita.

   SEQUÊNCIA 2 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):

Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas e pirâmides).
Identificar planificações de prismas e pirâmides.

Nas próximas atividades, vamos desenvolver o trabalho com o tema Espaço e Forma, explorando as características dos prismas e das pirâmides.
Combine com os alunos que todas as construções das atividades 1 e 2 devem ser guardadas, pois serão utilizadas posteriormente. 

ATIVIDADE 1 
O desenvolvimento desta atividade está previsto para DUAS AULAS.
Inicialmente os alunos terão a oportunidade de analisar os prismas e as pirâmides, buscando identificar as diferenças e características comuns entre eles.
Para isso, é importante que você tenha um conjunto de moldes, que estão nos anexos, para utilizá-lo no momento de socialização. 
Organize-os em duplas e para cada dupla entregue os moldes do Anexo I, orientando-os para recortarem e montarem “caixinhas” com esses moldes. Após essa montagem, proponha que separem as caixinhas segundo critérios definidos pela própria dupla.
Socialize os diferentes critérios utilizados pelas duplas.
Em seguida questione:
É possível separar as caixinhas em dois grupos?
Qual critério seria utilizado para isso?
Para organizar as descobertas do grupo sobre as características das duas famílias de caixinhas, é importante que os alunos percebam que as pirâmides são “pontudas” e possuem faces laterais triangulares e os prismas construídos com esses moldes, possuem faces laterais retangulares e finalize separando o conjunto das caixinhas em pirâmides e prismas, como indicado a seguir:
 Após a discussão, conte que com as caixinhas que montaram, é possível separar em dois grupos: um grupo de pirâmides e outro grupo de prismas.
Faça um registro no quadro com as diferenças e as características comuns entre pirâmides e prismas, elencadas pelos alunos e peça que todos registrem no caderno. 


ATIVIDADE 2
Inicie com uma conversa, questionando:
 Que objetos vocês conhecem que são parecidos com as caixinhas que montamos?
 Faça coletivamente uma lista na lousa dos objetos citados. Possivelmente, nessa lista
aparecerão embalagens de caixa de leite, remédios, creme dental. É importante que os alunos relacionem os formatos das embalagens com os conjuntos de prismas e pirâmides, para que percebam que algumas dessas formas são muito utilizadas no cotidiano Esta atividade é importante para que os alunos percebam as características das formas das embalagens e as formas construídas.
 
ATIVIDADE 3
Utilizaremos para o desenvolvimento desta atividade os prismas montados anteriormente e cópias do Anexo II para cada dupla, ou se preferir, entregue uma cópia para cada aluno. Estudaremos os prismas retos e suas planificações, nomeando-os e explorando algumas características, tais como, ter duas bases de mesma forma e mesmo tamanho e faces laterais retangulares. 
Para que percebam as diferenças e as características comuns entre eles, problematize com a seguinte questão:
Todos os prismas são idênticos?  Por quê?
Organize na lousa as justificativas das respostas dos alunos. É importante que nesta síntese apareça que o que diferencia um prisma de outro, desse conjunto, é o formato das duas bases, que possuem a mesma forma e mesmo tamanho.
Diga que os prismas são nomeados de acordo com a forma de suas bases, identifique-as e os nomeie: prisma de base triangular, prisma de base quadrada, prisma de base pentagonal, prisma de base hexagonal, cubo.
Em seguida, entregue os moldes do Anexo II, diga que cada um esses moldes representa a forma planificada de cada um dos prismas que  eles construíram e assim as duplas devem identificar qual o prisma e sua respectiva planificação. Importante que os alunos registrem como chegaram ao resultado.
Socialize escolhendo alguns alunos de duplas diferentes para contar como fizeram essa correspondência.
Após a exposição de alguns alunos, coletivamente faça na lousa o desenho do prisma, nomeando-o e desenhando sua planificação, peça aos alunos que façam o registro no caderno.
 
ATIVIDADE 4
O encaminhamento dessa atividade é o mesmo da atividade anterior, agora explorando as pirâmides.
Retome o conjunto de pirâmides construído anteriormente e providencie cópias do Anexo III.
Estudaremos as pirâmides e suas planificações, nomeando-as e explorando algumas características, tais como, ter uma única base e faces laterais triangulares. 
Entregue o conjunto de pirâmides as duplas de alunos. 
Para que percebam diferenças e características comuns entre elas,  problematize com a seguinte questão:
Todas as pirâmides são idênticas?  Por quê?
Organize na lousa as justificativas das respostas dos alunos. É importante que nesta síntese apareça que o que diferencia uma pirâmide da outra, é o formato da base.
Diga que as pirâmides são nomeadas de acordo com a forma da sua base, identifique-as e as nomeie: pirâmide de base triangular, pirâmide de base quadrada, pirâmide de base pentagonal, pirâmide de base hexagonal.
Em seguida, entregue os moldes do Anexo III e solicite que identifiquem quais as pirâmides correspondem às planificações apresentadas.
Escolha alguns alunos de duplas diferentes e peça que expliquem como encontraram a planificação correspondente a cada pirâmide.
Ao término da explicação, coletivamente faça na lousa o desenho de cada pirâmide, nomeando-a e desenhando sua planificação, peça aos alunos que façam o registro no caderno.
 
ATIVIDADE 5
Estudaremos as diferentes planificações do cubo.
Para sua realização providencie fita adesiva, tesouras e uma cópia do Anexo IV  para cada dupla de alunos.
Inicie com uma roda de conversa.
Vocês já montaram diferentes prismas e viram suas planificações. 
Com esta planificação (mostre a planificação abaixo), vocês construíram o cubo.
Questione:
Será que é possível construir outras planificações para o cubo?
Distribua seis quadrados para cada dupla, você pode levar recortado ou pedir para os alunos recortarem.
Peça que apresentem uma planificação diferente da que já foi vista em aula, utilizando os seis quadrados.
Após a conclusão da montagem, peça que as duplas que desenhem a forma como montaram a planificação. 
Em seguida, solicite que tentem fechar a planificação, usando fita adesiva para colar as faces e vejam se forma um cubo.
Observe como os alunos desenvolvem essa construção, se alguma dupla escolheu uma planificação que não forma um cubo, peça que registre no caderno ao lado do desenho que com aquela planificação não é possível obter um cubo, e em seguida, incentive-os a tentar uma nova organização dos quadrados, desenharem e novamente montar um cubo. Socialize as diversas formas encontradas pelas duplas, considerando aquelas que formaram um cubo. É importante que os alunos percebam que existem outras planificações para o cubo.
Dando sequência ao trabalho com as planificações do cubo, proponha a realização desta atividade.
Socialize com os alunos as diferentes planificações do cubo. É importante que ao final desta atividade, tenham percebido que existem onze maneiras diferentes de se compor um cubo.

ATIVIDADE 6  
Sem utilizar o conjunto de prismas construído, trabalhe com os alunos a correspondência entre os prismas e suas respectivas planificações, para isso, escolha alguns desses prismas e os desenhe numa folha de sulfite ou na lousa, desenhe também as planificações para que os alunos liguem cada prisma à sua planificação, como no exemplo abaixo:
Socialize as resoluções, retomando as características de cada prisma, coletivamente.

ATIVIDADE 7
Sem utilizar o conjunto de pirâmides construído, trabalhe com os alunos a correspondência entre as pirâmides e suas respectivas planificações, para isso, escolha algumas dessas pirâmides e as desenhe numa folha de sulfite ou na lousa, desenhe também as planificações para que os alunos ligue cada pirâmide à sua planificação.
 
SEQUÊNCIA 3 (PROGRAMADA PARA 9 HORAS/AULA):
Utilizar em situações problema unidades usuais de medida de comprimento.
Fazer uso de instrumento para medir comprimentos.
Realizar estimativas sobre o resultado de uma dada medição de comprimento.
 
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa.
Vocês já observaram que a medida está presente no nosso dia a dia? O que podemos medir?
Registre na lousa as respostas dos alunos. Podem aparecer medidas como: medir a altura, a velocidade de um carro, a temperatura do dia. Pergunte como podemos fazer para medir cada item que está registrado na lousa, vai verificar os conhecimentos que seus alunos têm sobre medidas. Caso haja poucos exemplos ou se forem repetidos, pergunte:
O que podemos pesar?
Como podemos medir a altura de um prédio?
A temperatura de seu corpo, como pode ser medida? 
Conforme os alunos forem respondendo as questões, vá registrando as opiniões deles, conversando sobre as diferentes maneiras de medir.
 
ATIVIDADE 2
A proposta desta atividade visa explorar o trabalho com as unidades de medida não convencionais.  Inicie com uma roda de conversa. Pergunte aos alunos:
Como poderíamos medir o comprimento do tampo da carteira sem o uso da régua?
Solicite que meçam, usando algumas sugestões que  forem sendo dadas por eles, tais como, com uma borracha, palmo, cadernos, lápis, e socialize os resultados. Peça, então, para medirem o tampo da carteira, utilizando lápis.  Com isso podemos dizer que o comprimento do tampo da carteira  é igual à, por exemplo, 5 vezes o tamanho do lápis ou 4 vezes e um pedacinho, ou 6 vezes, etc. É importante, que se discuta o porquê dessas diferenças de resultados e que os alunos compreendam que  isso ocorre em função dos tamanhos diferentes dos lápis que cada um possui.
Explore situações como essas para que percebam o significado de unidade de medida de comprimento, por exemplo, peça que utilizem outros objetos como unidade de medida e tentem medir, em duplas, objetos que estejam disponíveis na sala de aula.
Faça um quadro na lousa com alguns resultados das medições realizadas. E, destaque objetos comuns que foram medidos, questionando:
Ao medir os comprimentos desses objetos, utilizando unidades de medidas  diferentes, obtivemos os mesmos resultados? Por quê?
Socialize as diversas hipóteses de medidas e questione-os sobre como seria confuso relatar para outras pessoas os resultados das medições de um mesmo objeto que a classe mediu utilizando instrumentos de medidas diferentes.
Questione:
O que seria preciso para que todos ao medir, pudessem obter a mesma medida?
Como resolver nosso problema?
Espere as respostas dos alunos, caso não apareça a possibilidade da régua como instrumento padronizado para medir o comprimento do tampo da carteira, proponha,  então, o seu uso e compare os resultados. 
Convide alguns alunos para registrarem na lousa as medidas encontradas. Caso apareça o número 58, por exemplo, questione:
São 58 centímetros ou 58 metros?
Comente que os resultados das medições são apresentados não apenas por um número, mas também pela unidade de medida correspondente.
Incentive-os a utilizar a régua e a fita métrica para realizar outras medições, explorando o tipo de instrumento mais adequado para realizá-las.

ATIVIDADE 3 
Organize os alunos em duplas, registre na lousa um  quadro conforme modelo a seguir e oriente-os a registrá-lo no caderno.
Inicie a proposta, mostrando cada um dos objetos da tabela e solicitando que os alunos lhe deem o comprimento estimado e anotem na respectiva coluna. Após o preenchimento, questione-os:
Para conferir suas hipóteses, quais as unidades de medida você usará?
Objeto: Comprimento estimado (em centímetro) Comprimento medido
(em centímetros) Borracha, Lápis, Caneta, Livro.  
 Comente que em muitos casos não é possível medirmos com precisão, assim é importante estimar o comprimento ou a altura de algum objeto a ser medido.
Após todos terem anotado as medidas, solicite a um aluno que faça a medição utilizando a régua, anuncie o valor encontrado e peça que anotem na última coluna correspondente ao comprimento medido.
Verifique quem chegou mais próximo da medida encontrada. Repita o processo, escolhendo outros alunos para realizarem a medição.

ATIVIDADE 4 
Para o desenvolvimento desta atividade serão necessários um rolo de barbante e algumas fitas métricas, pois a proposta envolve a comparação de instrumentos de medidas de comprimento não padronizadas e padronizadas.
Inicialmente, proponha que cada aluno meça a altura de um colega com barbante, cortando-o em seguida e colocando o nome desse colega para identificação. Solicite que esses barbantes sejam “pendurados” na lousa e questione-os:
Como poderemos saber qual é a altura de cada colega ao utilizar o barbante? (Exemplo: Maria tem altura igual à altura de João, pois ambos têm os barbantes de mesmo comprimento representando suas alturas, mas e quanto é essa altura? Dá para sabermos, se não estivermos com o barbante em mãos?).
Em seguida, mostre a fita métrica e explore:
Vocês conhecem o metro?
Como ele está dividido? 
Qual a relação entre essa fita métrica e a régua que usamos em sala de aula?
Vocês sabem o que representam as marcações tanto da régua quanto da fita?
Quantos centímetros possuem uma régua e uma fita métrica?
Depois dessas discussões, solicite aos alunos que verifiquem se o comprimento de cada barbante utilizado para medir a altura de colegas é maior ou menor do que um metro. Em seguida, oriente-os a medir a altura dos colegas com a fita métrica e comparar com as estimativas das alturas que fizeram com os barbantes, questionando-os: Qual o instrumento de medida mais precisa: o barbante ou a fita métrica?

ATIVIDADE 5
Distribua aos alunos, organizados em duplas, várias fitas métricas e uma folha como o modelo abaixo para os registros das medições efetuadas:
Objetos O que vamos medir. 
Cadeira Altura, Mesa do refeitório, Largura do Pátio e o seu Comprimento. 
Porta da sala de aula e sua Largura, Bebedouro e sua Altura.
Oriente aos alunos que durante a realização da atividade devem se revezar na tarefa de medir e de anotar o resultado, para que todos tenham a possibilidade de vivenciar o ato de medir, utilizando uma fita métrica.
Ao término das medições retorne para a sala de aula e junto com os alunos organize na lousa uma tabela com os dados das medidas que registraram.
Explore os resultados obtidos, tais como:
Se a medida da porta for 2m, quantas vezes o metro foi utilizado para obter essa medida?
Quantas vezes cabem o metro no espaço relativo à largura da porta?

ATIVIDADE 6
Pergunte aos alunos quais objetos da sala medem mais de um metro de comprimento e quais medem menos de um metro, registrando suas opiniões. 
Distribua para cada dupla, pedaços de barbante cortados com a medida de um metro e peça para que confirmem suas estimativas, medindo os objetos em questão.
Em seguida, solicite que meçam os mesmos objetos com fitas métricas e verifiquem se as medições foram mais precisas ou não. 
É importante que os alunos percebam que a unidade de medida padronizada  metro
(representado nesta atividade pelo instrumento de medida: fita métrica) é mais precisa que as unidades de medidas não padronizadas.
Mas, que para distâncias maiores temos que utilizar outras unidades, como o quilômetro.

Atividade 7
Inicie com uma roda de conversa, verificando se os alunos já ouviram falar em quilômetros e qual a relação com o metro. Diga-lhes que o quilômetro é uma unidade de medida utilizada para medir grandes distâncias e que a situação problema que será discutida a seguir irá utilizá-la. Pergunte também se conhecem a Corrida de São Silvestre e saliente a importância do preparo físico dos atletas que participam desse evento, pois correm por vários quilômetros.


Fonte:  PROJETO EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS 
DO ENSINO FUNDAMENTAL

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