domingo, 4 de novembro de 2012

Os jogos como ferramenta para estimular o raciocínio lógico das crianças



     A matemática pode ser bem mais prazerosa com a aplicação de atividades lúdicas, como jogos, brincadeiras, problemas aplicados no cotidiano, problemas de desafio, histórias, calculadoras, entre outros. Para os alunos com maiores dificuldades no aprendizado matemático, o lúdico propicia uma situação favorável ao interesse pela matemática e, conseqüentemente, sua aprendizagem.  É necessário  propor atividades que despertem o interesse do aluno pela Matemática para que as aulas sejam muito mais aproveitadas, tanto pelos alunos como pelos professores.
    Valorizar o desempenho individual dos alunos, a fim de estimular a criatividade, autoconfiança e valorização de todos, indistintamente.

     Os jogos podem ser utilizados para introduzir, amadurecer conteúdos e preparar o estudante para aprofundar os itens já trabalhados. Devem ser escolhidos e preparados com cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos matemáticos de importância.

Dicas:

Ensinar Matemática através de desafios;
Motivar o interesse e a curiosidade;
Ampliar o raciocínio lógico;
Desenvolver a criatividade;
Propor idéias criativas;
Aumentar a atenção e a concentração;
Desenvolver antecipação e estratégia;
Trabalhar a ansiedade;
Praticar as habilidades;
Estimular a discussão e o uso de estratégias matemáticas;

Uma maneira de estimular o raciocínio lógico das crianças e muito bem aceito por elas e também de excelentes resultados são os jogos.
Os jogos que podemos trabalhar em sala de aula devem ter regras, esses são classificados em três tipos:
1. Jogos estratégicos, onde são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com eles, os alunos leem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo final, utilizando estratégias para isso. O fator sorte não interfere no resultado.

2. Jogos de treinamento, os quais são utilizados quando o professor percebe que alguns alunos precisam de reforço num determinado conteúdo e quer substituir as cansativas listas de exercícios. Neles, quase sempre o fator sorte exerce um papel preponderante e interfere nos resultados finais, o que pode frustrar as ideias anteriormente colocadas.

3. Jogos geométricos, que têm como objetivo desenvolver a habilidade de observação e o pensamento lógico. Com eles conseguimos trabalhar figuras geométricas, semelhança de figuras, ângulos e polígonos. Os jogos com regras são importantes para o desenvolvimento do pensamento lógico, pois a aplicação sistemática das mesmas encaminha a deduções. São mais adequados para o desenvolvimento de habilidades de pensamento do que para o trabalho com algum conteúdo específico. As regras e os procedimentos devem ser apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e possibilidades de ação de cada jogador. A responsabilidade de cumprir normas e zelar pelo seu cumprimento encoraja o desenvolvimento da iniciativa, da mente alerta e da confiança em dizer honestamente o que pensa. Os jogos estão em correspondência direta com o pensamento matemático.
Em ambos temos regras, instruções, operações, definições, deduções, desenvolvimento, utilização de normas e novos conhecimentos (resultados).

O trabalho com jogos matemáticos em sala de aula nos traz alguns benefícios:



Ø  conseguimos detectar os alunos que estão com dificuldades reais 
Ø  o aluno demonstra para seus colegas e professores se o assunto foi bem assimilado Ø  existe uma competição entre os jogadores e os adversários, pois almejam vencer e para isso aperfeiçoam-se e ultrapassam seus limites
Ø  durante o desenrolar de um jogo, observamos que o aluno se torna mais crítico, alerta e confiante, expressando o que pensa, elaborando perguntas e tirando conclusões sem necessidade da interferência ou aprovação do professor
Ø  não existe o medo de errar, pois o erro é considerado um degrau necessário para se chegar a uma resposta correta
Ø  o aluno se empolga com o clima de uma aula diferente, o que faz com que aprenda sem perceber.
Mas devemos, também, ter alguns cuidados ao escolher os jogos a serem aplicados:
Ø  não tornar o jogo algo obrigatório
Ø  escolher jogos em que o fator sorte não interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que descobrir as melhores estratégias
Ø  utilizar atividades que envolvam dois ou mais alunos, para oportunizar a interação social
Ø  estabelecer regras, que podem ou não ser modificadas no decorrer de uma rodada
Ø  trabalhar a frustração pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la
Ø  estudar o jogo antes de aplicá-lo (o que só é possível, jogando).

 Fonte: www.pr.senai.br

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uso da matemática no dia a dia



No cotidiano escolar muitas vezes, nós professores nos deparamos com o seguinte questionamento por parte dos nossos alunos: Para que estudar matemática?
Devemos para tanto, demonstrar para nossos alunos que a matemática é sim utilizada no dia a dia de nossas vidas, e devemos fazer uso estes exemplos para elaborar exercícios que sejam estimulantes, para que nossos alunos se sintam motivados a aprender matemática.
 
Segue então alguns exemplos de momentos em que fazemos uso da matemática durante a nossa rotina e muitas vezes nem nos damos conta...

Fazendo compras no Supermercado:
 
 1.    Somar o quanto iremos gastar;
2.    Calcular o quanto iremos comprar de cada produto;
3.    Pesar para saber o quanto vai custar;
4.    Calcular o troco;
5.    Comparar preços;
6.    Calcular possíveis descontos.

Na rotina de casa:

1.    Fazer uma receita, quanto de cada item deve ser colocado, em unidades, peso e etc.;
2.    Administração dos horários para a realização de tarefas;
3.    Verificar o estoque de produtos ou de alimentos;
4.    Administração das contas do mês;
5.    Administração do salário;

Para se locomover:

1.    Calculo de quanto se deve colocar de gasolina de acordo com o percurso realizado e valor do combustível;
2.    Valor da condução de um transporte publico, quanto paguei e o quanto devo receber de troco;
3.    Calcular valores de pedágio;
4.    Quanto tempo se gasta de um lugar ao outro;
5.    Calcular possíveis gastos extras de uma viagem.

Durante a prática ou apreciação de um esporte:

1.    Numero de jogadores;
2.    Tempo de duração do jogo;
3.    Calculo de probabilidades;
4.    Verificar a classificação em um campeonato;
5.    Cálculo de pontuações;
6.    Estratégias e táticas de jogo;
7.    Elaboração do quadro de confrontos;
8.    Cálculos geométricos.

No trabalho:

1.    Cálculo do pagamento da previdência;
2.    Possíveis descontos no salário;
3.    Cálculo das férias;
4.    Calcular o valor do décimo terceiro;
5.    Porcentagem do desconto do vale transporte;
6.    Calculo de horas extras;
7.    Valor final do salário.

Enfim, são inúmeros os exemplos em que utilizamos a matemática em nosso cotidiano, e uso estes exemplos é uma excelente forma de aproximar a matemática da realidade dos nossos alunos, fazer a associação do uso da matemática com atividades realizadas diariamente traz um prazer perdido durante as aulas de matemática, que por muitas vezes tornam-se conteúdistas e cansativas.
Além de que estimular o raciocínio lógico ajuda a nos desenvolvermos não só nesta disciplina, a matemática, mas é algo que estimula a aprendermos diversas áreas do conhecimento.

Bibliografia de Imagens:

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bebe.abril.com.br/canais/abitrigo/imagens/quatro-maos/bolo-de-amendoas-04.jpg&imgrefurl=http://bebe.abril.com.br/canais/abitrigo/quatro-maos/bolodeamendoas.php%3Fpag%3D3usg=__WW_7fNOhCbgMnnh3PLoW5tDDnas=&h=316&w=428&sz=53&hl=pt-BR&start=10&zoom=1&tbnid=gK1nxbhd1ZOLpM:&tbnh=93&tbnw=126&ei=dQM5UP_nFcrv6wGs14CIDA&prev=/search%3Fq%3Dfazendo%2Bbolo%26um% 3D1%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1366%26bih%3D561%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1   
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

Disponível em:
Acesso em: 25/08/2012.

domingo, 30 de setembro de 2012

ÁBACOS



Com a tecnologia dos dias atuais conseguimos fazer cálculos em segundos, contamos com a ajuda de computadores e softwares matemáticos que solucionam cálculos complexos. Outro objeto muito usado pelas pessoas hoje em dia é a calculadora, que auxilia muito nas operações básicas.
A história é preenchida com várias descobertas no intuito de dinamizar os conceitos matemáticos, o ábaco é uma delas, existem relatos que os babilônios usavam um ábaco construído em pedra lisa por volta de 2400 a.C. O surgimento do ábaco está relacionado ao desenvolvimento da contagem.
Na Idade Média o ábaco era usado pelos romanos para realização de cálculos, mas foi na China e no Japão que ele teve grande importância e aperfeiçoamentos.

TIPOS DE ÁBACOS
Ábaco Mesopotâmico
Foi o primeiro ábaco construído em uma pedra lisa coberta por areia ou pó, os babilônios usavam esse ábaco por volta de 2700-2300 a.C.

Ábaco Egípcio
Alguns historiadores mencionam que o uso do ábaco pelos egípcios era feito por meio de discos. Arqueologistas encontraram vários discos antigos de vários tamanhos que pensam ter sido usado como material de calculo.  

Ábaco Grego
Encontrado em uma ilha Grega de Salamina em 1846 data de 300 a.C faz desse o ábaco mais velho encontrado até agora, é uma pedra de mármore de 149 cm de comprimento, 75 cm de largura e 4,5 cm de espessura, no qual existe 5 grupos de marcação.

Ábaco Romano
O método normal de contagem da Roma Antiga assim como na Grécia era uma tábua onde tinham que mover as bolas de contagem própria para o efeito.
           
 Ábaco Indiano
Fontes do século I descrevem a sabedoria é o uso do ábaco, por volta do século V os escrivães indianos já estava à procura de gravar resultados nos ábacos.
Ábaco Chinês
Surgiu no século I na Disnatia Han Oriental, conhecido também como suanpan, o ábaco chinês tem cerca de 20 cm de altura e vem em várias larguras, dependendo do fabricante, o suanpan pode auxiliar em diversas funções além das básicas, como raiz quadrada e raiz cúbica a uma alta velocidade. 

Ábaco Japonês
O soropan como é chamado o ábaco pelos japoneses foi importado da China  antes do século XVI, ele é muito utilizado no Japão ate hoje apesar das calculadoras de bolso.

Ábaco dos Nativos Americanos
O uso do ábaco na antiga cultura asteca funcionava com um sistema de base 20 com 5 dígitos, o quipu como era chamado pelos Incas era utilizado para gravar dados numéricos como varas de registros avançadas, mas não eram usadas para fazer cálculos. Os cálculos eram feitos no que eles chamavam de yupana (tábua de contar) que estava ainda em uso depois da conquista do Peru.


Ábaco Russo
O ábaco Russo tem normalmente apenas um lado comprido, 10 bolas em cada fio que se movimentam da esquerda para a direita como um livro, as bolas são curvadas para se movimentarem.
Na antiga União Soviética os ábacos eram disponibilizados em lojas e mercados e eram obrigados para auxiliar na aprendizagem da matemática nas escolas até os anos 90.
Ábaco Escolar
O ábaco escolar tem servido de grande auxilio na educação infantil e educação básica, ajuda na compreensão do sistema numérico e da aritmética.

      
Como acabamos de constatar o ábaco é um ótimo recurso para o trabalho de matemática e por ser um material bastante prático além das versões apresentadas anteriormente podemos fazer novas versões com materiais de sucata usando a criatividade com as crianças, basta o professor saber explorar a sua criatividade e de seus alunos.
Aqui temos um exemplo de ábaco. Um ábaco na verdade é qualquer instrumento de manipulação que ajude a fazer cálculos. Segue algumas atividades para a compreensão das casas decimais. Do caderno para o ábaco. Primeiro as crianças escrevem números; depois fazem a representação no ábaco. Por exemplo: para o numero 75 os alunos deverão colocar7 barras e 5 cubinhos.
A) Para o numero 423 o que será colocado?
B) E para o numero 504 o que será colocado?
C) Para o numero 302 o que será colocado?
D) Para o numero 115 o que será colocado?
Passo 3
Propor atividade para uma criança e registrar suas reações diante da proposta de construção de números com ábaco. Interessante, pois aprendemos a contar números diferentes, grandes e pequenos. Olhei e achei difícil, mas na hora de montar foi muito legal. Não foi uma coisa cansativa. (Hannah, 11 anos).
Legal! Achei melhor aprender com menos números, é mais fácil, é melhor do que trabalhar com muitos números. Gostei parece que estamos brincando. (Mariana, 11 anos)
Achei bom, fácil para aprender e identificar os valores grandes e pequenos. Me senti bem usando ele, é divertido, parece que está trabalhando com bijuteria.(Gabriel, 11 anos).
Ajuda a memorizar as quatro operações, contar os números através do ábaco. (Sabrina 11 anos).
Interessante, simples, fácil de aprender. Gostei muito! Dá para aprender brincando com ele. Sempre mexer com números é difícil, mas com ele foi muito fácil (Antônio Cauê, 11 anos).
As atividades pesquisadas são do livro: didática da matemática (como dois e dois) de Marília Toledo e Mauro Toledo.