No primeiro ano do ensino fundamental, estudos como
o das pesquisadoras Delia Lerner e Patrícia Sadovsky (1996), mostram que os
alunos têm conhecimentos prévios sobre as funções dos números e são capazes de realizar
a escrita dos mesmos, apoiando-se na fala.
Nas contagens percebem a associação entre cada nome de número que enunciam
e cada objeto da coleção que estão contando, ainda segundo o estudo, as
crianças são capazes de apontar o número maior de uma lista, mesmo sem conhecer
as regras do sistema de numeração decimal, acham que “quanto maior a quantidade
de componentes de um número, maior ele será” ou quando apresentam a mesma
quantidade de números, dizem “que o maior é o que começa com o número maior,
pois o primeiro é quem manda”. Mesmo que a criança não conheça o nome dos
números, é uma comparação que ela elabora com base na numeração escrita no seu
dia a dia.
Para usar esses conhecimentos é necessário
fazer um levantamento do que os alunos já sabem sobre as escritas dos números,
através da proposta de atividades de leitura e escrita, comparação e ordenação
de números. Estas atividades diagnósticas devem conter os números que as
crianças já conhecem e ampliadas por outras elaboradas para este propósito
(contagem, atividades com calculadora, atividades que tragam os números como
função de código, etc.), em que os alunos possam colocar seus conhecimentos em jogo
e que tenham oportunidade de confrontá-los, permitindo aflorar seus
conhecimentos prévios e também ampliá-los, além disso, é fundamental a criação
de um ambiente especial para a alfabetização matemática, com a exposição e uso
de quadro numérico, materiais de contagem etc.
As pesquisas nos mostram também, que ao mesmo
tempo em que trabalhamos com o pensamento aritmético temos que nos preocupar
com o pensamento geométrico. Os alunos avançam no pensamento geométrico
observando o mundo à sua volta, visualizando e percebendo as formas
geométricas.
A construção de noções geométricas propõem
atividades para que os alunos possam iniciar a exploração e a
identificação do espaço que os
rodeiam. Eles são capazes de perceber a
importância de pontos de referência para se localizarem ou localizarem objetos
no espaço. As atividades partem do mundo
perceptível do aluno, por meio de situações que lhe são apresentadas de maneira
problematizada.
Os alunos estão familiarizados a diversas
situações do cotidiano relacionadas ao tempo e a sua medida. Na escola devem
vivenciar atividades em que precisam organizar o tempo e estabelecer relações
entre dia, semana e mês, as quais poderão ser construídas a partir da exploração
do calendário.
O trabalho com o Tratamento da Informação
envolve as atividades com tabelas simples e organização de informações em
fichas, além da coleta de dados, como recurso de registro numérico. Os alunos poderão explorar calendários,
organizar dados em tabelas simples e relacionadas a assuntos diversos, como as
frutas que mais gostam o total de objetos de uma coleção, por exemplo,
facilitando sua organização e comunicação dos dados observados.
DIANTE DISSO, O PROFESSOR DEVE:
Analisar as propostas de atividades sugeridas
nas sequências e planejar seu desenvolvimento na rotina semanal.
Analisar as propostas do livro didático
escolhido e de outros materiais que utiliza para consulta. Preparar e
selecionar as atividades que complementem seu trabalho com os alunos.
Ler os textos dos livros com os alunos e os
oriente no desenvolvimento das atividades.
Elaborar lições simples e interessantes que
instiguem sua curiosidade e estimulem o prazer pelo aprendizado para casa.
NÚMEROS E OPERAÇÕES
1-Identificar escritas numéricas relativas a
números familiares e frequentes.
2-Reconhecer a utilização de números no seu
contexto doméstico e formular hipóteses sobre sua leitura e escrita.
ESPAÇO E FORMA
1-Identificar pontos de referência para indicar
a localização de sua sala de aula na escola.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1-Identificar dias da semana, explorando o
calendário.
2-Identificar dia do mês, explorando o
calendário.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
1- Ler tabelas simples.
PLANO DE ATIVIDADES
Seis aulas
Reconhecer a utilização de números no seu
contexto doméstico ou social e formular hipóteses sobre sua leitura e escrita.
Ler tabelas simples.
ATIVIDADE 1
Proponha a realização da contagem de quantos
alunos têm na sala, quantos são meninas e quantos meninos.
Solicite aos alunos a formação de dois grupos:
um de meninos e outro de meninas. Em seguida peça que contem quantos alunos têm
em cada grupo, dê um tempo para que eles encontrem estratégias, registrem os
resultados e socialize com o grupo as estratégias utilizadas e os resultados
encontrados, depois faça, coletivamente a contagem oral para checar os resultados .Em seguida, peça
que eles identifique que os grupos possui
o maior número de alunos.
Para finalizar a atividade, proponha que os
alunos registrem em seus cadernos a quantidade de alunos de cada grupo (meninos
e meninas), representando as escritas dos mesmos da maneira que eles souberem.
ATIVIDADE 2
Coloque sobre sua mesa trinta e cinco lápis e
peça a alguns para alguns alunos que façam a contagem desses lápis e ao
restante da classe peça que acompanhe a contagem e opinem se ela foi feita
corretamente.Depois peça a outros alunos que façam contagem do total de
borrachas colocadas sobre sua mesa (em torno de
20). Observe os procedimentos de
contagem usados pelas crianças e quais aquelas que ainda não dominam a
sequência numérica e faça as intervenções pertinentes chamando a atenção para a
sucessão dos termos.
Após a contagem, os alunos poderão registrar o
resultado encontrado.
Compare o número total das borrachas com o dos
lápis e peça para que os alunos discutam em qual há mais objetos refletindo
sobre a escrita do resultado de cada uma delas, além de justificar as decisões
tomadas em relação a esta escrita numérica.
VERSÃO PRELIMINAR
Realize também a contagem de outros objetos,
individualmente ou em duplas e observe se as crianças fazem as contagens
associando cada palavra da sequência a cada um dos objetos que contam
(associação termo a termo) ou se usa outros procedimentos de contagem (de 2 em
2, de 3 em 3, etc.)
Observação: Para a atividade seguinte, peça
que os alunos tragam uma ou duas
tampinhas, para que possam iniciar uma coleção das mesmas.
ATIVIDADE 3
Nessa atividade será iniciada a contagem das
tampinhas trazidas pela classe.
Contam-se as tampinhas, verificando o total da coleção, registrando em
uma tabela feita em papel Kraft, por exemplo.
TOTAL DE TAMPINHAS DA COLEÇÃO
SEGUNDA-FEIRA: 2
TERÇA-FEIRA: 3
QUARTA-FEIRA: 5
QUINTA-FEIRA: 6
SEXTA-FEIRA: 8
ATIVIDADE 4
Dê continuidade à contagem das tampinhas
trazidas pelos alunos e atualize o registro na tabela.
TOTAL DE TAMPINHAS DA COLEÇÃO
SEGUNDA-FEIRA: 3
TERÇA-FEIRA: 6
QUARTA-FEIRA: 7
QUINTA-FEIRA: 8
SEXTA-FEIRA: 10
Observando a tabela, pergunte:
Quantas
tampinhas foram trazidas na terça-feira?
E na
quarta-feira?
Em que
dia foram trazidas mais tampinhas?
Quantas
a mais?
Quantas
tampinhas temos até agora?
ATIVIDADE 5
Repita os mesmos procedimentos da ATIVIDADE
4 para dar continuidade à contagem das
tampinhas da coleção. É interessante estimular os alunos a levantarem hipóteses
sobre o total de tampinhas que poderá ser arrecadado até o final da semana.
Individualmente, eles poderão anotar o número escolhido em seus cadernos, para
checar os resultados posteriormente.
ATIVIDADE 6
Na sexta-feira a contagem das tampinhas chega
ao seu final. Por meio da leitura da tabela, os alunos podem verificar quantas
tampinhas a turma conseguiu juntar. Aproveite para fazer a checagem e para
comparar as escritas que os alunos registraram em seus cadernos.
Explore a escrita do número total de tampinhas
que pode ser presumivelmente um número maior do que 100.
Observação: guarde a coleção de tampinhas com os seus registros para ser utilizada em atividades posteriores.
SEQUÊNCIA 2 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/AULA):
Reconhecer a utilização de números no seu contexto doméstico ou social e formular
hipóteses sobre sua leitura e escrita.
Identificar escritas numéricas relativas a
números familiares e frequentes.
ATIVIDADE 1
Para realizar esta atividade, volte ao quadro
numérico confeccionado na SEQUÊNCIA 4 DA
PRIMEIRA TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM.
0 1 2
3 4 5 6 7
8 9
10
11 12 13
14 15 16
17 18 19
20 21 22
23 24 25
26 27 28 29
30
31 32 33
34 35 36
37 38 39
40
41 42 43
44 45 46
47 48 49
Faça com os alunos uma leitura coletiva dos números, após a
leitura, inicie uma roda de
conversa propondo questões como:
O que acontece nas escritas dos números de cada
coluna (vertical)?
Observe como sua turma identifica as
regularidades que aparecem nas colunas do quadro. Exemplo: na coluna do número
1, todos terminam com o número 1. Na coluna do número 5, todos terminam com o
número 5, e assim por diante.
O que acontece com as escritas dos números de
cada linha (horizontal)?
Observe como sua turma identifica as regularidades
que aparecem nas linhas, focando os algarismos que iniciam cada número.
Exemplo: a linha na qual se inicia com o algarismo 1, todos os outros números
são iniciados com o algarismo 1. Questione o que acontece na segunda linha, na
terceira linha e assim sucessivamente.
ATIVIDADE 2
Utilize o quadro numérico cobrindo alguns
números que o compõem. Peça que os alunos descubram quais são esses números.
Questione sobre as estratégias que utilizaram para descobri-los (por exemplo,
contar de 1 em 1, ver o número anterior e o posterior, etc.).
Observe se utilizaram as regularidades que
encontraram na atividade anterior, como: em qual coluna ele está? Ou em qual
linha? É interessante que retomem as regularidades identificadas na atividade
anterior.
Em seguida, peça que preencham o quadro com os
números que estão faltando, faça uma leitura coletiva dos números do quadro.
0 1 2 3 4 5 7 8 9 10 11 12 14 15 16 17 18 19 21
22 23 24 25 26 27 29 30 32 33 35 36 37 38 41 42 43 44 46 47 48 49
ATIVIDADE 3
Nesta atividade será realizado um ditado de
números dentre os trabalhados no quadro numérico. Dite um a um os seguintes
números: 12, 13, 14, 27, 28, 29, 33, 34, 35, 44, 45, 46 e peça que os alunos
escrevam os mesmos no caderno. Socialize a escrita e aproveite para observar
a produção dos alunos, fazendo intervenções por meio de perguntas e retornando
ao quadro numérico.
Observação: providencie calculadoras para os
alunos utilizarem nas próximas atividades (4, 5 e 6).
ATIVIDADE 4
Esta atividade tem foco na escrita e na leitura
de números com o uso da calculadora. É desejável que cada aluno tenha uma
calculadora. Inicie levantando os conhecimentos prévios sobre sua utilização,
questionando-os sobre para que serve, qual sua finalidade, etc.
Promova uma familiarização deles com o
equipamento. Para isso, proponha algumas
atividades exploratórias, questionando os alunos sobre:
Quais são as teclas da sua calculadora? Localize as teclas que apresentam os
algarismos de 0 a 9.
Qual a tecla que liga a máquina? Qual a tecla que desliga a máquina?
Explore o teclado estimulando a leitura dos
números e dos símbolos que aparecem. Proponha também, aos alunos que façam
aparecer o número que desejarem no visor.
ATIVIDADE 5
Peça aos alunos que digitem alguns números na
calculadora, por exemplo: o número 1 e depois o 3, e que anotem em um papel o
número que apareceu no visor da calculadora. Em seguida, os alunos devem apagar
o visor, peça então que digitem o número
3 e depois o 1, anotando também o número que apareceu no visor. Questione os
alunos sobre os números que apareceram.
Eles são iguais ou diferentes? Por quê?
Qual deles é o maior? Por quê?
Repita com outros números essa proposta. Os
alunos podem ajudar a ditar os números que serão digitados. As justificativas
dos alunos devem ser bem exploradas, tendo por base as questões analisadas
anteriormente (números iguais, qual é maior, qual é menor, etc.). Observe como
os grupos estão lendo os números, se há discordâncias ou não, em caso
afirmativo faça uma discussão com o grupo.
ATIVIDADE 6
Nesta atividade proponha um ditado de números
para que sejam digitados na calculadora. Dite um a um, os seguintes números:
12, 21, 34, 43, 51, 15, 24, 42, 23 e 32. A cada vez faça uma discussão coletiva
com os alunos, e registre na lousa a escrita que todos consideram adequada.
Poderão ser exploradas as hipóteses dos alunos sobre a leitura e a escrita
desses números.
SEQUÊNCIA 3 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/AULA):
Identificar pontos de referência para indicar a
localização de sua sala de aula na escola.
Identificar escritas numéricas relativas a
números familiares e frequentes.
Identificar o dia da semana explorando o
calendário.
Identificar o dia do mês, explorando o
calendário.
Ler tabelas simples.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa, questionando:
Como você pode explicar a uma pessoa a
localização da nossa classe dentro da escola. Nossa classe fica perto de onde?
(pátio, refeitório, biblioteca).
Que pontos de referência ajudam a localizar
nossa sala? (explorar, por exemplo, o bebedouro, um mural, o número da porta,
etc.)
Após a roda de conversa, percorra com os alunos
os lugares da escola, explorando a localização e pontos de referências (perto
do bebedouro, ao lado da biblioteca, etc.). Peça para os alunos levarem uma
folha ou o caderno para registrarem (através da escrita ou do desenho) o que
observarem, pois em outra aula o assunto será retomado.
ATIVIDADE 2
Retome oralmente com os alunos, o que
observaram e anotaram na atividade anterior, quando percorreram os lugares da
escola, identificando, explorando, reconhecendo os pontos de referência.
Pode-se listar na lousa, por exemplo, os pontos de referência que os alunos
expuserem para que se possa localizar a sala de aula em relação à escola. É
interessante que esse registro seja o produto de uma reflexão coletiva, sobre
quais pontos de referência são relevantes para este objetivo. Explique que a
importância é de dar dicas através de pequenos mapas ou outros registros que
sirvam a este fim e outras pessoas, mesmo sem conhecer tão bem o espaço, como
eles, possam encontrar a sala em questão.
Peça que os alunos em dupla representem em um
desenho o que foi vivenciado. O
interessante é que se contextualize o produto final (desenho). Lembre os alunos, que estarão desenhando para
alguém que não conhece a posição de sua sala dentro da escola. Algumas destas
duplas poderão expor os desenhos, explicando ao grupo: como fizeram, o que
destacaram, etc.
ATIVIDADE 3
Nesta atividade priorize com os alunos a
importância de como organizar atividades nos dias da semana, para realizar
possíveis previsões que facilitam o dia a dia de qualquer pessoa. Como por
exemplo, a merendeira, que precisa fazer uma previsão de cardápio da merenda da
semana na escola.
Em uma boa troca de ideias, na roda de
conversa, questionar os alunos:
O que foi servido na merenda nessa semana?
Na segunda-feira, o que foi servido?
E na terça-feira?
É interessante que utilize o calendário exposto
na sala de aula, identificando os dias da semana e os dias em que todos vêm
para a escola.
Providencie o cardápio da merenda escolar da
semana em questão e organize-o junto com os alunos em uma tabela e faça a
leitura da mesma.
ATIVIDADE 4
Nesta atividade, inicie com o levantamento das preferências dos
“alimentos saudáveis”.
Realize uma roda de conversa, questionando:
O que são alimentos saudáveis?
Vocês gostam de frutas?
Quais frutas vocês gostam?
Faça uma votação da fruta preferida. Cada um
anota em um papel da fruta que mais gosta.
Ajude as crianças na escrita. Realize a contagem dos votos, um a um,
registrando em uma primeira tabela.
Exemplo: Maça IIII; Uva II.
Depois da contagem dos votos organize
coletivamente uma tabela simples com os resultados da votação.
Exemplo: Maça 4; Uva 2.
Esta tabela amplia o conhecimento sobre a
importância de ler tabelas simples, além de reconhecer nela, uma forma de
registrar de maneira clara e organizada quando a situação assim o permitir.
ATIVIDADE 5
Considerando o mês em curso, vamos construir o
calendário deste mês.
Inicie uma roda de conversa, questionando os
alunos para que observem:
Em quais semanas do mês de ______ teremos todos
os dias de aula? (segunda a sexta)
No mês de _______ de 20__, teremos feriado?
Qual é o dia do mês e que dia da semana será?
Neste momento, pode-se aproveitar para
completar o calendário do mês de outubro. Cada aluno deve produzir seu próprio
calendário.
Exemplo: calendário do mês de maio de 2012.
DOMINGO, SEGUNDA, TERÇA, QUARTA, QUINTA, SEXTA e
SÁBADO.
1
DIA DO
TRABALHO
2 3 4 5
6 7
8
9
10 11 12 13
14 15
16
17 18 19 20
21
22 23 24
25
26 27
28 29 30 31
ATIVIDADE 6
Utilizando o calendário do mês em curso, faça uma
roda de conversa, explorando algumas características do mês:
Quantos dias têm este mês?
Como esses dias são organizados? (semana)
Quantas semanas completas têm este mês?
Em que dia da semana começou este mês?
Qual é o dia do último domingo do mês?
Dia 5, que dia da semana é?
Não temos aulas nem aos sábados e nem aos
domingos, quais são estes dias?
SEQUÊNCIA 4 (PROGRAMADA PARA 6 HORAS/AULA):
Identificar escritas numéricas relativas a
números familiares e frequentes.
Reconhecer a utilização de números no seu
contexto doméstico e formular hipóteses sobre sua leitura e escrita.
ATIVIDADE 1
Inicie com uma roda de conversa, comentando sobre
a importância de sabermos nosso endereço e, as várias situações em que é
necessário informá-lo. Faça as questões como as que seguem:
Você sabe seu endereço: em que rua você mora?
Qual é o número da sua casa ou do seu
apartamento?
Qual é a utilidade dos números escritos nas
entradas das casas e dos apartamentos?
Uma sugestão de atividade é entregar a cada
aluno uma casinha de cartolina em que ele vai escrever o número de sua casa ou
do seu prédio.
Explore os números que surgirem, com destaque
para semelhanças e diferenças:
Quantos algarismos (ou dígitos) têm?
Como começa?
Como termina?
ATIVIDADE 2
O propósito desta atividade é fazer com que os
alunos observem as leituras parecidas nos números escritos nas casinhas,
confeccionadas na atividade anterior. Organize a classe em grupos de 4, por
exemplo, e peça aos alunos
que ordenem as casinhas com base
em seus números, fazendo de conta que
todas elas estivessem na mesma rua. Percorra os grupos observando como eles
fazem essa organização.
Volte às fichas de identificação que foram
construídas na SEQUÊNCIA 1 DA PRIMEIRA TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM, para que eles verifiquem os
endereços e comparem as informações escritas na ficha.
Socialize a leitura e escrita dos números das
casinhas, peça a um aluno que mostre e leia o número que escreveu. Pergunte aos
demais se concordam com a leitura do
colega, em caso negativo, os alunos devem justificar suas respostas.
ATIVIDADE 3
Inicie com uma roda de conversa sobre o correio
e sua função. Questione: Você já enviou ou recebeu uma carta?
O que não pode faltar na carta para o carteiro
entregá-la corretamente?
Diga que farão uma brincadeira. Para tanto cada
carteira da sala receberá um número. Coloque sobre a carteira um número que a
identifique. Distribua a cada aluno um “bilhete” em que está escrito:
“DÊ UM
GRANDE ABRAÇO NO AMIGO QUE ESTÁ NA CARTEIRA DE NÚMERO ________”.
Após terem lido seus bilhetes, um aluno de cada
vez procurará a carteira com o número correspondente ao seu bilhete, peça que
façam um reconhecimento dos bilhetes que receberam ou enviaram, verificando a
importância de escrever corretamente o endereço a quem se destina o bilhete
(destinatário) e a importância do número escrito.
ATIVIDADE 4
A proposta desta atividade é a de ampliarmos os
números no quadro numérico. Retome o quadro numérico, feito em papel Kraft, que
deve ser exposto à classe.
0 1 2
3 4 5 6 7
8 9
10
11 12 13
14 15 16
17 18 19
20
21 22 23
24 25 26
27 28 29
30
31 32 33
34 35 36
37 38 39
40
41 42 43
44 45 46
47 48 49
Realize uma roda de conversa, questionando os
alunos sobre:
Quem sabe como podemos continuar os números
nesse quadro?
A proposta desta atividade é de aumentarmos até
o número 69 (iremos aumentar até o número 69, para podermos continuar
trabalhando com as regularidades encontradas na sequência 2 desta trajetória
hipotética de aprendizagem).
Insira duas linhas na tabela para que possa ser
completada com os números até o 69.
0 1 2
3 4 5 6 7
8 9
10
11 12 13
14 15 16
17 18 19
20
21 22 23
24 25 26
27 28 29
30
31 32 33
34 35 36
37 38 39
40
41 42 43
44 45 46
47 48 49
50
51 52 53
54 55 56
57 58 59
60
61 62 63
64 65 66
67 68 69
Complete o quadro coletivo com os alunos,
continuando a sequência numérica.
Observe também se os alunos retomam as
regularidades encontradas na
SEQUÊNCIA 2 DESTA TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM.
Pode ser proposto o ditado de alguns números do
quadro numérico, principalmente dos “novos” números, observando as hipóteses de
escritas dos alunos.
ATIVIDADE 5
Nesta atividade, volte ao quadro numérico da
atividade anterior e proponha que o quadro seja aumentado até o número 99.
Inicie com uma roda de conversa, questionando
os alunos:
Quem sabe como podemos continuar os números
nesse quadro?
Acrescente três linhas ao quadro numérico
anterior e complete no coletivo com os alunos, fazendo uma leitura após o
preenchimento do quadro:
0 1 2
3 4 5 6 7
8 9
10
11 12 13
14 15 16
17 18 19
20
21 22 23
24 25 26
27 28 29
30
31 32 33
34 35 36
37 38 39
40
41 42 43
44 45 46
47 48 49
50
51 52 53
54 55 56
57 58 59
60
61 62 63
64 65 66
67 68 69
70
71 72 73
74 75 76
77 78 79
80
81 82 83
84 85 86
87 88 89
90
91 92 93
94 95 96
97 98 99
Para verificar se os alunos compreenderam os
números que foram completados, use cartelas para cobrir alguns dos números e os
alunos descobrirem de que número se trata.
ATIVIDADE 6
Faça um jogo de cartas e peça que os alunos
formem grupos de 4 e entregue a cada grupo,
nove cartas numeradas de 1 a 9.
As cartas ficam com as faces numeradas para baixo. Eles escolhem quem começa o
jogo. Cada aluno escolhe duas cartas e coloca uma ao lado da outra para formar
um número de dois algarismos, registrando-os em seu caderno. Ganha a rodada quem
conseguir compor o maior número. Percorra os grupos, discutindo com as crianças
os procedimentos. Combine que o jogo deve ser realizado em quatro rodadas. Ao
final peça que cada grupo diga qual aluno ganhou o jogo.
Este texto foi desenvolvido a partir de: TRAJETÓRIAS HIPOTÉTICAS DE APRENDIZAGEM PARA O PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL (Apostila do governo do Estado de São Paulo).
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